CPI da Covid

Brasil Investigado, Wizard abrirá sigilo bancário e fiscal à CPI da Covid

Investigado, Wizard abrirá sigilo bancário e fiscal à CPI da Covid

Empresário já teve sigilos telemático e telefônico quebrados pelos senadores, mas decidiu abrir por iniciativa própria os dados fiscais

  • Brasil | Gabriel Croquer, do R7

Respaldado pelo STF, empresário se manteve em silêncio durante depoimento à CPI

Respaldado pelo STF, empresário se manteve em silêncio durante depoimento à CPI

Edilson Rodrigues/Agência Senado - 30.06.2021

O empresário Carlos Wizard concederá aos senadores seus dados fiscais e bancários, afirmou nesta quarta-feira (30) seu advogado Alberto Toron à CPI da Covid, durante o depoimento do bilionário. A informação foi confirmada após questionamento da senadora Eliziane Gama (Rede-ES), que presidia a sessão no momento.

"De fato, foi apresentado a esta CPI e deferido [quebra de sigilos do empresário], mas o advogado do Wizard acaba de informar que o sigilo bancário e fiscal será entregue espontaneamente a esta CPI", disse a parlamentar.

Investigado pela CPI da Covid, Wizard teve o sigilo telefônico e telemático (troca de dados por telecomunicação) quebrados. Ele é apontado por senadores oposicionistas e independentes - que formam maioria da comissão - como um dos integrantes do "gabinete paralelo" no Ministério da Saúde. Ele negou as acusações.

O nome é utilizado para descrever o grupo que teria assessorado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia de covid-19, incentivando a adoção do tratamento precoce e da imunidade de rebanho como solução para a crise.

Depois de faltar ao primeiro depoimento e ter o passaporte retido, Wizard finalmente compareceu à CPI nesta quarta, mas se manteve em silêncio. Ele recebeu o direito por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), sob o argumento de que, como investigado, poderia evitar a autoincriminação.

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