Posse Bolsonaro
Brasil Jair Bolsonaro participa de transmissão de cargo de ministros

Jair Bolsonaro participa de transmissão de cargo de ministros

Cerimônia desta quarta-feira (2) teve início às 9h no Palácio do Planalto, em Brasília. Tomarão posse no evento 22 ministros

Jair Bolsonaro participa de transmissão de cargo de ministros

Bolsonaro participa da transmissão de cargos

Bolsonaro participa da transmissão de cargos

Ueslei Marcelino/Reuters - 1.1.2018

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), participa nesta quarta-feira (2) da transmissão de cargo dos novos ministros para sua gestão nos próximos quatro anos. A cerimônia começou às 9h no Palácio do Planalto, em Brasília.

Os primeiros ministros a ocupar os cargos são Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Gustavo Bebianno (Secretaria Geral), General Carlos Alberto (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (GSI).

Sergio Etchegoyen, ministro de Gabinete de Segurança Institucional do governo Michel Temer (MDB), transferiu o ministério para Augusto Heleno. Em seu discurso, o novo ministro declarou que é amigo de Etchegoyen há 45 anos. O general declarou que tem como missão cuidar do sistema de inteligência brasileiro que foi "derretido" por Dilma Rousseff . "Ela não acreditava em inteligência", declarou.

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz agradeceu a confiança de Bolsonaro por colocá-lo no cargo e falou sobre o ministério. "A secretaria de governo vai continuar sendo o ponto de entrada da presidência da República. Estaremos de portas abertas a todos os governos e toda a sociedade", falou.

O novo ministro ainda garantiu que a transparência é principal ponto a ser seguido. "Todos os assuntos poderão ser tratados com a secretaria do governo. A nossa população está traumatizada por escândalos. É preciso que se transmita uma sensação de honestidade, transparência, credibilidade. É a base do nosso trabalho."

Gustavo Bebianno, que assume a secretária-Geral da Presidência da República, também discursou. "É uma honra participar desse momento histórico, o qual para mim foi começado em 2017 e foi coroado em outubro com nosso capitão sendo coroado presidente". 

O novo ministro falou ainda sobre o atentado sofrido por Bolsonaro. “Foram dois anos de lágrima, suor e literalmente sangue. Atentado não somente no covarde atentado cometido contra o nosso comandante e contra a democracia. Mas não esmorecemos por um instante sequer". Por fim, Bebianno criticou a "mentalidade destrutiva" do bolivarianismo.

O ex-ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha agradeceu, inicialmente, o ex-presidente Temer pela "sensacional missão" de centralizar o governo e "de fazer com que os projetos que estavam em andamento tivessem sequência". "Este tempo na Casa Civil foi, seguramente, o mais desafiador e a maior sensação de dever cumprido", disse. Padilha "deixou publicamente um abraço a Temer".

"Não é fácil ser centro de governo, ministro Onyx", mencionou o futuro secretário da pasta, ainda em discurso, sobre o trabalho que é feito na secretaria da Casa Civil. Por fim, desejou a Lorenzoni, “sorte, tanto ou maior a qual tivemos”.

Onyx Lorenzoni agradeceu o "momento em que estão vivendo" e falou sobre a posse de Bolsonaro. "Quero lembrar algo muito importante que muitos brasileiros e brasileiras lembraram ontem. Estamos aqui vivendo um preceito bíblico. Muitos são chamados e poucos escolhidos. E Jair Messias foi escolhido", declarou.

Ainda de acordo com o novo ministro, o país vai mudar e que o novo presidente trouxe esperança. "O Brasil que vivia o medo de ir para a rua e perder a vida, o receio de perder o emprego, de viajar porque as estradas não são as melhores."

Lorenzoni ainda dise que ele e os novos ministros estão alinhados com o presidente. "Bolsonaro, te disse que estaríamos contigo para matar ou morer. Era a expressão de um amigo que se colocava ao seu lado. Muito obrigada pelos seus ensinamentos". Para ele, nunca teve um processo de transição de governo como o atual.

Para finalizar o discurso, Lorenzoni pediu ainda um "pacto político entre governo e oposição por amor ao Brasil". "As disputas ideológicas podem e devem ser travadas. Não recebemos um papel em branco ao vencer as eleições. O presidente é sempre o primeiro a dizer que temos uma missão e não podemos errar. E temos que ter bom ouvido para aqueles que se opõem ao governo."

Confira os 22 ministros de Bolsonaro:

Arte R7