Brasil Justiça revoga prisão de hackers que invadiram celular de Moro

Justiça revoga prisão de hackers que invadiram celular de Moro

Os acusados estavam presos desde julho de 2019, acusados de invadir celulares de várias autoridades e repassar as mensagens para  site

  • Brasil | Do R7

Walter Delgatti Neto, um dos acusados de invadir celulares de autoridades

Walter Delgatti Neto, um dos acusados de invadir celulares de autoridades

Reprodução / TV Record

A Justiça revogou nesta terça-feira (29) a prisão preventiva dos hackers Thiago Eliezer Martins Santos e Walter Delgatti Neto, denunciados na Operação Spoofing, acusados de invadir celulares do ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato, e repassar as mensagens ao site The Intercept Brasil, além de celulares de outras autoridades.

Os dois foram presos preventivamente em julho do ano passado e denunciados como mentores dos crimes cibernéticos em janeiro deste ano ao lado de outras quatro pessoas. Além dos hackeamentos, o grupo é acusado por fraudes bancárias, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com a decisão do juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite, substituto da 10ª Vara, houve excesso de prazos, após anulação das audiências realizadas desde o início da instrução.

"Entendo que manter a prisão preventiva durante toda a instrução criminal acarretará inevitável excesso de prazo. Mesmo tendo a defesa pugnado pela nulidade da instrução processual, tendo dado causa à demora na instrução processual, entendo que objetivamente há excesso de prazo na increpação dos custodiados sem que tenha havido o desenvolvimento da relação processual. Além disto, sequer houve oferta de denúncia em relação ao outro inquérito pelo qual constam como investigados", afirmou o juiz na sentença.

O juiz determinou cumprimento mediante medidas cautelares, como onitoramento eletrônico, proibição de manter contato com quaisquer dos demais réus; proibição de contatar testemunhas e outras pessoas que tenham participação nos fatos apurados; proibição absoluta de acessar endereços eletrônicos pela internet - inclusive com a utilização de smartphones -, redes sociais, aplicativos de mensagens tipo whatsapp ou outro, exceto para videoconferências e compromissos com a justiça, o que será fiscalizado pela Polícia
Federal, e que está desde já se encontra autorizada a ingressar nas residências dos réus e outros locais que eventualmente possam frequentar, no intuito de inspecionar dispositivos com acesso à internet que estejam em seu uso, bem como de que fizeram uso ou com suspeita de.

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