Brasil Justiça tira sigilo em ação de fraudes ao fundo de pensão dos Correios

Justiça tira sigilo em ação de fraudes ao fundo de pensão dos Correios

Antes da determinação,  tornaram-se indisponíveis os bens de 15 pessoas acusadas até o limite de R$ 259,7 milhões, para garantir a reparação

Operação da Polícia Federal no âmbito da Força-Tarefa Postalis

Operação da Polícia Federal no âmbito da Força-Tarefa Postalis

Alessandro Buzas/ Futura Press/ Estadão Conteúdo - 01.02.2018

A Justiça Federal levantou o sigilo de ação apresentada pela Força-tarefa Postalis em que 15 pessoas foram denunciadas por fraudes ao fundo de pensão dos funcionários dos Correios - o Postalis.

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Antes da retirada do sigilo, tornaram-se indisponíveis os bens dos acusados até o limite de R$ 259,7 milhões. O objetivo foi garantir a reparação do dano causado, em caso de condenação.

A denúncia recebida em 1º de junho aponta crimes de gestão fraudulenta e temerária; emissão, oferta e negociação de valor mobiliário sem lastro; desvio de recursos de instituição financeira; tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

No documento enviado pela FT Postalis à 12ª Vara Criminal da Justiça Federal no Distrito Federal, os procuradores relatam que, em 2010, foi realizado aporte do Postalis no Fundo de Investimentos em Participações Eletronic Trading Brazil – o FIP ETB, relacionado ao suposto projeto de criação de uma nova bolsa de valores no Brasil.

O investimento se concretizou por meio de duas empresas do grupo BNY Mellon, uma responsável por serviços financeiros e outra por gestão de patrimônio. Na ocasião, os gestores do fundo de pensão autorizaram, de forma fraudulenta, o aporte de quase R$ 118,5 milhões para aquisição de 25% do patrimônio do FIP ETB. O objetivo do FIP era adquirir 100% das ações da empresa Marco Polo Latin America S/A – MPLA (posteriormente denominada ATG - Americas Trading Group S/A).

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