Brasil Lava Jato denuncia ex-diretor da Dersa por lavar dinheiro em hotel

Lava Jato denuncia ex-diretor da Dersa por lavar dinheiro em hotel

Investigações apontam que Paulo Vieira de Souza teria ocultado milhões recebidos de forma ilícita na propriedade de posse da família

  • Brasil | Do R7

MPF aponta participação da família de Paulo nos crimes

MPF aponta participação da família de Paulo nos crimes

Sérgio Lima/Folhapress - 29.08.2012

O MPF (Ministério Público Federal) apresentou nesta quinta-feira (3) uma nova denúncia contra o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, no âmbito da Operação Lava Jato. Na ação, ele e familiares são investigados pelo crime de lavagem de dinheiro.

De acordo com os procuradores, o ex-diretor da estatal paulista "usou diversos artifícios" para ocultar a origem ilícita de milhões de reais recebidos em um hotel de propriedade da família em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

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Ele teria também envolvido a ex-mulher, Ruth Arana de Souza, e também as duas filhas, Priscila Arana de Souza e Tatiana Arana Souza Cremoni, no esquema criminoso. O esquema contou ainda com a participação dos operadores Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran, além de Afrânio de Paula Barbosa, gerente do hotel.

De acordo com o MPF, Paulo Vieira de Souza participou ativamente da prática de crimes de peculato e de corrupção passiva e da formação de um cartel composto por várias construtoras na época em que era diretor da Dersa. Ele teria recebido propina de diversas empresas, em montantes que somam quase R$ 20 milhões.

Parte dos valores desviados foi alvo de denúncias anteriores da Lava Jato. O restante, mantido no Brasil, começou a ser investigado a partir da Operação Pasalimani, realizada em outubro do ano passado. A análise indicou que Paulo Vieira utilizava das duas empresas da família – o hotel Giprita e a P3T Empreendimentos e Participações – para ocultar a origem de valores e bens ilícitos por ele angariados em razão de seu cargo na Dersa.

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