Operação Lava Jato
Brasil Lava Jato desmente site e blogueiro que acusaram Moro

Lava Jato desmente site e blogueiro que acusaram Moro

Publicação afirma que procuradora Laura Tessler teria sido afastada de audiências por orientação do então juiz da operação

Sergio Moro

Lava Jato defendeu atuação de procuradora

Lava Jato defendeu atuação de procuradora

Pedro França/Agência Senado - 19.6.2019

A força-tarefa da operação Lava Jato desmentiu a notícia divulgada na noite de quinta-feira (20) de que o grupo teria seguido orientação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e afastado a procuradora Laura Tessler de audiências. 

A informação foi divulgada pelo site The Intercept Brasil e pelo blogueiro Reinaldo Azevedo. 

Segundo a publicação, depois de receber reclamação do ex-juiz, o coordenador da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol, procurou o colega Carlos Fernando dos Santos Lima para falar do assunto. Os dois decidiram que Laura só deveria realizar audiências se estivesse acompanhada dos procuradores Júlio Noronha e Roberson Pozzobon.

A força-tarefa da Lava Jato afirma que "além de desrespeitosa, mentirosa e sem contexto, a publicação de Reinaldo Azevedo não realizou a devida apuração, que, por meio de simples consulta aos autos públicos acima mencionados, evitaria divulgar movimento fantasioso de troca de procuradores para ofender o trabalho e os integrantes da força-tarefa".

Segundo a nota, Laura participou de audiência em 13 de março de 2017, sobre o ex-ministro Antônio Palocci, e em todas as subsequentes do caso, realizadas nos dias 14, 15, 21 e 22 de março.

A nota também diz que a publicação do The Intercept Brasil é tendenciosa e que "tentou criar artificialmente uma realidade inexistente para dar suporte a teses que favoreçam condenados por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato".

Ainda sobre Azevedo, a nota afirma que "a suposta versão, que não resiste a uma mínima análise crítica diante dos fatos públicos, indica que a fábrica de narrativas político-partidárias baseadas em supostos diálogos sem autenticidade e integridade comprovadas somente leva à perda de credibilidade de quem delas se utiliza sem a devida apuração". 

Em nota, a força-tarefa afirma que a notícia é "rasa, equivocada e sem checagem dos fatos". O grupo diz que atuação de Laura sempre foi "firme, técnica e dedicada" e que contribuiu decisivamente para a condenações importantes. 

"Ou seja, não houve qualquer alteração na sistemática de acompanhamento de ações penais por parte de membros da força-tarefa. Assim, os procuradores e procuradoras responsáveis pelo desenvolvimento de cada caso acompanharam as principais audiências até o interrogatório, não se cogitando em nenhum momento de substituição de membros, até porque todos vêm desenvolvendo seus trabalhos com profissionalismo, competência e seriedade", afirma nota.