Operação Lava Jato

Brasil Lewandowski libera a Calheiros acesso a mensagens vazadas

Lewandowski libera a Calheiros acesso a mensagens vazadas

De acordo com o Supremo Tribunal Federal, foi autorizada apenas a extração de cópia dos trechos em que o senador é citado

  • Brasil | Do R7

O senador Renan Calheiros apresentou projeto de lei que  concede anistia a hackers que vazaram mensagens

O senador Renan Calheiros apresentou projeto de lei que concede anistia a hackers que vazaram mensagens

Luis Macedo / Câmara dos Deputados - 15.12.201621

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) o acesso às mensagens vazadas entre o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores que integravam a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR), no âmbito da Operação Spoofing.

De acordo com a assessoria de imprensa do STF, Lewandowski autorizou apenas a extração de cópia dos trechos que citam o senador na reclamação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como o processo corre em segredo de Justiça, o Supremo não forneceu detalhes do despacho do ministro.

Em fevereiro, a Segunda Turma do Supremo já havia liberado à defesa de Lula o acesso às mensagens hackeadas e atribuídas ao ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato.

Renan Calheiros foi um dos políticos citados em acordos de delação da Lava Jato. Segundo testemunhas, o senador teria recebido propina proveniente de desvios da Petrobras. Em fevereiro, Calheiros apresentou um projeto de lei que concede anistia aos hackers da Operação Spoofing, responsáveis pelo vazamento das mensagens.

Contato entre Moro e procuradores

Os arquivos com as mensagens foram obtidos em 2019 pela Polícia Federal, que investigava a ação de hackers contra a força-tarefa. Eles teriam invadido o aplicativo Telegram usado por Moro e pelos procuradores. As mensagens indicam contato próximo entre o ex-juiz, responsável por julgar o caso, e os procuradores, a cargo da investigação, e apontam para possíveis irregularidades, como a indicação de testemunhas por parte do ex-juiz.

Trechos das conversas já haviam sido divulgados por veículos de comunicação. Moro já disse em diferentes oportunidades não reconhecer a autenticidade das mensagens.

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