Novo Coronavírus

Brasil Lideranças veem 'preconceito' contra atividades religiosas

Lideranças veem 'preconceito' contra atividades religiosas

Bispos e teólogo criticam a manutenção do fechamento dos templos em mais de 400 cidades mesmo após decreto presidencial

  • Brasil | Do R7

Líderes religiosos participaram da Live JR com Eduardo Ribeiro

Líderes religiosos participaram da Live JR com Eduardo Ribeiro

Reprodução/Youtube

Os líderes religiosos voltaram a criticar nesta sexta-feira (31), durante a Live JR, a manutenção do fechamento das igrejas em cerca 400 cidades brasileiras. A decisão vai contra o decreto federal assinado em março pelo presidente Jair Bolsonaro, que inclui templos na lista de atividades essenciais.

O Bispo Eduardo Bravo, da União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos, avaliou que muitas autoridades não sabiam o que fazer e "aproveitaram a pandemia para manifestar o preconceito religioso".

Para o teólogo da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Rodrigo Silva, prefeitos e governadores ecoaram o "consciente coletivo" de que a religião é algo de pouca importância. Ele cita que os atuais acontecimentos evidenciaram o que chamou de 'religiofobia'. 

Saiba quais cidades do Brasil continuam sem cultos religiosos

"Qualquer tipo de manifestação artística que deplore o nome de Jesus é liberdade de expressão e qualquer outro tipo de manifestação já é preconceito. Mas não existe o preconceito contra a religião", observou Silva.

Para o Bispo da Igreja Sara Nossa Terra, Christiano Guimarães, a manutenção do fechamento é fruto da falta de conhecimento. "O medo e da preocupação excessiva. As pessoas, sem saber como agir, preferem agir pelo excesso", lamentou ele.

Veja também: Fechamento de igrejas pode ter impacto nas eleições

Eduardo Bravo disse que o objetivo principal das igrejas é ajudar as pessoas e criticou a fala de alguns prefeitos que recomendaram a execução das atividades religiosas dentro de casa.

"Algumas pessoas não têm condições de orar sozinhas e não têm condições de ler a Bíblia. Ela não entende nada. Ela está tão perturbada, angustiada e desesperada que precisa que alguém fale e ore com ela", explicou Bravo.

Segundo Guimarães, que vê muitas das atitudes tomadas para agradar a opinião pública, a importância do trabalho das igrejas não foi levado em conta. "Quem está presente nos cultos está sentindo a segurança, porque eu sou o último a querer que um fiel contraia a covid-19 na minha igreja", afirmou.

As entrevistas da Live JR acontecem todas as semanas. O público pode acompanhar ao vivo na Record News, pelo R7 e pelas redes sociais do Grupo Record. Além disso, haverá exibição de trechos no Jornal da Record e no Fala Brasil.

Últimas