CPI da Covid

Brasil Luís Ricardo exibe mensagens que recebeu de chefia sobre Covaxin

Luís Ricardo exibe mensagens que recebeu de chefia sobre Covaxin

Servidor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde diz que sofreu pressões durante processo de importação

Agência Estado
Os irmãos Luis Ricardo (esq.) e Luis Miranda durante depoimento à CPI da Covid

Os irmãos Luis Ricardo (esq.) e Luis Miranda durante depoimento à CPI da Covid

Edilson Rodrigues/Agência Senado

O chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, relatou ter sofrido pressão para acelerar a importação de doses da vacina Covaxin, alvo de investigação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid e no Ministério Público Federal.

Ao ser questionado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), sobre as pressões, o servidor apresentou mensagens recebidas em março pelo coronel Marcelo Bento Pires, então coordenador de Logística do Ministério, cargo subordinado à Secretaria Executiva, na época chefiada por Elcio Franco. O coronel cobrava o andamento da negociação. O servidor lembrou que, no final de março, a Anvisa negou certificado de boas práticas para Bharat Biotech, empresa indiana que produz a Covaxin.

Luis Ricardo Miranda afirmou que a licença de importação foi aberta no dia 24 de março, após correções no documento chamado "invoice", que é a nota fiscal da compra. Ele, porém, não assinou a licença. De acordo com Miranda, quem assinou foi a fiscal do contrato, chamada de Ana Regina, apesar de o servidor ser o responsável por autorizar esse tipo de procedimento. O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que a comissão precisa convocar a servidora para depor.

Na CPI, o servidor também relatou que recebia ligações do empresário Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, que intermediou a compra pelo Ministério da Saúde. Maximiano é alvo da CPI e foi convocado para depor na comissão e explicar a negociação com o governo Bolsonaro.

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