Maia defende "orçamento de guerra" contra coronavírus no país

Presidente da Câmara considera insuficiente o valor de R$ 300 apresentado pelo governo federal e sugere patamar de R$ 500. "É um cenário de guerra"

Rodrigo Maia defende orçamento de guerra contra coronavírus no país

Rodrigo Maia defende orçamento de guerra contra coronavírus no país

Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (26), que é preciso avançar no "orçamento de guerra" contra o avanço do coronavírus. Em tempos de pandemia, Maia pediu paciência entre os poderes e entre as pessoas que estão em isolamento. "Nunca guerra, todos precisam trabalhar em conjunto para reduzir danos econômicos, sociais e soluções que vão, sobretudo, garantir vidas", disse. 

Maia disse ainda que o Parlamento está observa os principais pontos do pactote que o governo americano, aprovado pelo senado, que garante US$ 1 trilhão para salvar a economia americana. "Precisamos garantir os emprego das pequenas e médias empresas, contruir alternativas empréstimos de longo prazo com o governo sendo garantidor, como foi feito em 2008", afirmou o presidente da Câmara. 

Maia afirmou ainda que o valor de R$ 300 por mês apresentado pelo governo Bolsonaro para trabalhadores informais durante a crise do coronavírus é insuficiente. Durante a coletiva de imprensa, ele defendeu um patamar de R$ 500 aos informais, autônomos e vulneráveis. "Não é possível que a gente não possa garantir aos trabalhadores informais uma renda por um perído de três meses. É um cenário de guerra."

O presidete da Câmara defende uma ação conjunta entre poderes na busca por soluções para conter o coronavírus. "Está na hora de deixar divergências de lado, também faço parte dela, mas elas nao têm contribuindo. A sociedade vai acabar saindo do isolamento se a gente não achar uma solução", disse. Ele afirmou também que é preciso entender que os negócios existirão após a crise, por isso, defendeu a emissão de crédito extraordinário. 

"Temos que ter previsibilidade para, nas proximas semanas, avaliar do ponto de vista primeiro da saúde pública mas olhando os impactos da economia", afirmou Maia. O parlamentar afirmou que não é o momento de cobrar mais impostos da população e, sim, discutir a suspensão de alguns pagamentos. 

Trabalhadores informais

Para ele, é preciso "gerar as condições mínimas para que os brasileiros possam manter as determinações da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde e dos governadores", que indicam o distanciamento social como medida mais eficaz para conter o avanço da pandemia de covid-19 no país.

O tema será discutido nas próximas sessões da Câmara. Maia disse ainda que está "focado no projeto que garante recursos para os brasileiros informais e vulneráveis". "Nós não temos 15 dias para isso, temos alguns dias", afirmou o deputado ao cobrar agilidade do governo no envio de um pacote para o enferntamento da crise.

Isolamento vertical

O presidente da Câmara comentou ainda a proposta de isolamento vertical, apresentada pelo governo federal, para o grupo de risco da covid-19. Segundo ele, medidas devem ser implementadas antes da alternativa. "Temos que isolar os idosos das comunidades. Se há uma intenção em verticlaizar, tem que perguntar quanto são aqueles que estão na faixa etária."

Maia reforçou que "uma coisa é isolar pessoas de grupo de risco da elite" e outra medida é isolar pessoas menos favorecidas. "Como se faz isso? Como tantas pessoas morando na mesma casa. Até agora, vimos que as pessoas contaminas são de classe mais altas, temos que ver o impacto da baixa renda", disse. "Por isso, o isolamento vertical tem que ser bem planejado nas comunidades carentes para não ser tragédia."