Maia evita polêmica e defende retomada de debate sobre covid-19

Presidente da Câmara afirmou que papel da Casa, agora, é discutir as ações emergenciais para diminuir os impactos econômicos e sociais da pandemia 

Rodrigo Maia conversou com a imprensa nesta segunda-feira (27)

Rodrigo Maia conversou com a imprensa nesta segunda-feira (27)

Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, evitou entrar em polêmicas durante coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (27), e voltou a defender a retomada do debate sobre as medidas emergenciais de combate aos impactos econômicos e sociais da pandemia do novo coronavírus.

O deputado federal, que não falava com os jornalistas desde 16 de abril, reafirmou que as questões políticas devem ser deixadas de lado e que os projetos relacionados à crise sejam priorizados pelo Legislativo. 

"O papel da Câmara dos deputados, nesse momento, nos próximos dias, é que a gente volte a debater de forma específica o enfrentamento do coronavírus. Nós estamos tratando de conflitos políticos, mas nós não podemos tirar da pauta os projetos e projeções sobre o coronavírus", disse. 

Questionado sobre as demissões de Luiz Henrique Mandetta, do Ministério da Saúde, e de Sergio Moro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Maia ressaltou que independentemente da popularidade dos ex-ministros, o Brasil não deve focar em "brigas políticas". 

Em relação aos pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, o deputado afirmou que, diante da crise provocada pela pandemia, agora não seria o momento ideal para discutir um processo tão "dramático".

"Acho que todos esses projetos, como o de impeachment, abertura de comissão, são todos projetos que precisam ser pensados e refletidos com muito cuidado", completou. 

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De acordo com Rodrigo Maia, estimular uma crise política contribuiria significativamente com o agravamento de indicadores econômicos. "Vai acelerar ainda mais as incertezas e os indicadores de crescimento e desemprego. Uma crise política impacta fortemente nos atores econômicos daqueles que financiam a dívida pública".