Maia nega que auxílio a Estados vai custar R$ 180 bilhões à União

“Aceitar números e valores que não existem não faz nenhum sentido”, disse o presidente da Câmara ao analisar projeto em tramitação na Casa

Maia: 'Precisamos atender todos os 27 Estados'

Maia: 'Precisamos atender todos os 27 Estados'

Renato Costa/Framephoto/Estadão Conteúdo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou nesta quinta-feira (9) que o projeto de lei em tramitação na Casa para ajudar Estados e municípios em meio à pandemia do novo coronavírus vai custar R$ 180 bilhões à União, conforme estimativa feita pelo Ministério da Economia.

“Aceitar números e valores que não existem não faz nenhum sentido. [...] Não são R$ 180 bilhões e nem R$ 100 bilhões do Orçamento”, afirmou Maia em entrevista na Câmara: “Eles querem um debate de médio e longo prazo e nós não temos esse tempo”, completou ele, que disse estão abertos para uma contraproposta do governo.

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“Precisamos procurar uma decisão para atender os 27 Estados”, analisou Maia ao destacar a ineficiência do plano do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, neste momento de crise.

Para Maia, há ainda um enfrentamento político por trás do que ele chamou de “falsa disputa” em torno do projeto em análise na Câmara. “Eles deram uma solução para os Estados do Nordeste, que são, ideologicamente, uma oposição natural ao governo. Na política do contraponto eles querem o PT vivo e matar o contraponto, que são os governos de centro-direita”, avaliou ele.

Na mesma linha de pensamento, o presidente da Câmara afirma que o governo não quer resolver o problema do o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

"Eles não querem porque a solução do ICMS resolve os problemas do Sudeste, do Rio, de Minas, do Rio Grande do Sul e do Centro-Oeste. Há um enfrentamento político por trás dessa falta disputa desse projeto que vai garantir recursos aos governadores", destaca Maia.

De acordo com Maia, a Câmara não cai entrar no debate proposto pelo governo. "Esse enfrentamento do presidente com os governadores do Rio e de São Paulo é ruim, não leva a nade e não é objetivo."