Coronavírus

Brasil Major Olimpio militou pela segurança pública; veja trajetória

Major Olimpio militou pela segurança pública; veja trajetória

Senador, que morreu hoje aos 58 anos por complicações da covid-19, passou também pela Assembleia Legislativa de SP e Câmara

  • Brasil | Do R7

Resumindo a Notícia

  • Senador Major Olímpio (PSL-SP) morreu hoje (18) aos 58 anos por complicações da covid
  • Parlamentar teve sua vida e atuação política voltadas ao tema da segurança pública
  • Além de senador, Olímpio atuou como deputado estadual em SP e deputado federal
  • Também foi jornalista, professor, técnico em defesa pessoal, instrutor de tiros e autor de livros
Major Olimpio tornou-se senador em 2019

Major Olimpio tornou-se senador em 2019

Waldemir Barreto/Agência Senado - 21.08.2019

O senador Major Olimpio (PSL-SP), que morreu aos 58 anos por complicações de covid-19, em São Paulo, teve sua vida e atuação políticas voltadas ao tema da segurança pública e em defesa dos órgãos que atuam nessa área, como as polícias e as guardas municipais.

Sérgio Olimpio Gomes nasceu em Presidente Venceslau (SP), em 1962. Ingressou na Polícia Militar em 1978, onde exerceu funções por 29 anos, alcançando a patente de major. Nesse período, foi presidente da Associação Paulista dos Oficiais da PM de SP e diretor da Associação dos Oficiais da PM.

Major Olímpio como deputado estadual

Major Olímpio como deputado estadual

Alesp/Divulgação

Paralelamente, dedicou-se aos estudos e a diferentes atividades. Foi bacharel em ciências jurídicas e sociais, jornalista, professor de educação física, técnico em defesa pessoal, instrutor de tiro e autor de livros voltados para a questão da segurança.

Em 2006, foi eleito deputado estadual em São Paulo com 52.386 votos – seu primeiro cargo na política. Depois, foi reeleito em 2010, com 135.409 votos. Atuou como líder da bancada do PDT, seu partido à época, na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).

Tornou-se deputado federal em 2015. Um ano depois, Olimpio ganhou destaque na imprensa por gritar seguidas vezes a palavra “vergonha” durante cerimônia em que a então presidente Dilma Rousseff (PT) dava posse ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil. Lula era alvo da Operação Lava Jato, naquele momento.

Ainda na Câmara, Olimpio apresentou projeto para que as guardas municipais sejam reconhecidas atividades insalubres para todos os fins, inclusive previdenciários.

Após filiar-se ao PSL, em 2018, Olimpio assumiu o posto de senador, em 2019. Na nova Casa, apresentou projetos como o que obriga condenados que saiam temporariamente das unidades prisionais para prisão domiciliar ou cumprimento de medida cautelar a usar e custear dispositivo de monitoramento eletrônico, como as tornozeleiras.

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