Mandetta pede que público não compre cloroquina como prevenção

Ministro da Saúde diz que farmácias devem ter 'responsabilidade' e não vender o remédio sem receita; e pediu equilíbrio nas ações dos governos

Rodrigo Nunes/MS

Em um pronunciamento neste domingo (22), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pediu ao público que não compre o remédio cloroquina como maneira de se prevenir contra o coronavírus. Ele também pediu "equilíbrio" nas políticas tomadas para enfrentar a pandemia.

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"Toda farmácia tem um farmacêutico responsável, precisamos que todos eles sejam responsáveis de fato e não vendam a cloroquina sem receita. É um remédio importante para pacientes com malária, lúpus e artire reumatoide e eles não podem ficar sem", disse Mandetta.

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O ministro ressaltou que a substância tem fortes efeitos colaterais, que "podem ser mais graves que uma gripe" e, caso sua eficácia contra a covid-19 seja comprovada, deve ser usada em casos mais graves da doença. A cloroquina pode causar dores de cabeça, vômitos, diarreira e, nos piores casos, até problemas cardíacos.

Equilíbrio nas ações

Além disso, Mandetta pediu "equilíbrio" nas ações que estão sendo tomadas localmente para tentar evitar uma propagação ainda maior do coronavírus no Brasil. "Temos que ter equilíbrio para tomar ações com planejamento", disse o ministro em seu pronunciamento. 

"Senão, faz com que o remédio seja mais amargo que a situação", ele falou, ao comentar as diversas ordens de quarentenas que estão sendo emitidas por governadores e prefeitos.. "É fácil dar a ordem de parar difícil é reabrir depois."

Ele afirmou que tem preocupação com as cadeias de produção, especialmente de ventiladores e respiradores para atender às demandas dos hospitais do Brasil e até mesmo de outros países.