Brasil Manifestações mobilizam capitais e Brasília neste 7 de setembro

Manifestações mobilizam capitais e Brasília neste 7 de setembro

Mobilizações a favor e contra o presidente Jair Bolsonaro ocorrem em meio a tensões entre o Poder Executivo e o STF

  • Brasil | Gabriel Croquer, do R7

Resumindo a Notícia

  • Brasil comemora 199 anos da Independência com protestos divididos
  • Maioria das manifestações será a favor de Jair Bolsonaro e contra ministros do STF
  • Atos da oposição lembram da pandemia e preço do custo de vida
  • Governadores temem militarização dos atos
Caravana manifesta apoio ao presidente Jair Bolsonaro durante atos em preparação a 7 de setembro

Caravana manifesta apoio ao presidente Jair Bolsonaro durante atos em preparação a 7 de setembro

LUIZ SOUZA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO-06/09/2021

Uma série de atos mobilizará as capitais brasileiras neste 7 de setembro, data que o país comemora os 199 anos da Independência Brasileira em relação a Portugal.

Formadas principalmente por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), as manifestações desta terça-feira (7) ganharam força após embates do mandatário com o STF (Supremo Tribunal Federal). 

O Supremo, inclusive, se tornou o maior alvo dos atos após conflitos que os ministros Luís Barroso e Alexandre de Moraes tiveram nas últimas semanas com o presidente em relação ao voto impresso e o inquérito das fake news, respectivamente.

O próprio Bolsonaro participará dos atos. Ele discursará pela manhã em Brasília, na Esplanada, e depois partirá para a cidade de São Paulo, onde marca presença no protesto da Avenida Paulista. Nas duas cidades a expectativa é de grandes concentrações ao longo de boa parte do feriado. 

Lideranças e políticos governistas também confirmaram os atos em outras diversas capitais brasileiras, do Norte ao Sul do Brasil.

Parte da oposição ao presidente também se mobiliza para atos na mesma data, o que preocupa autoridades policiais para possíveis conflitos. Na capital paulista, a oposição fará seu protesto a cerca de 3 km de distância do ato governista. 

Dentro deste grupo contrário a Bolsonaro, a tragédia causada pela pandemia de covid-19, a inflação e o preço dos alimentos, gasolina e energia elétrica puxam os protestos contra o presidente e o governo atual.

Além dos conflitos entre partidos rivais, a possibilidade de ataques ao STF e ao Congresso são monitoradas pela políca de Brasília. Com esta justificativa, o ministro do Supremo Alexandre de Moraes já intimou militantes, lideranças dos caminhoneiros e cantores que ameaçaram a Corte na convocação aos protestos. Até mesmo a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) teve de prestar depoimento à Polícia Federal para depor sobre os atos. 

Bolsonaro chegou a prometer que discursará no 7 de setembro sem fazer ameaças e repetiu neste sábado (4) que os atos serão pacíficos. As falas do presidente, no entanto, ainda mantém recados incisivos aos ministros Barroso e Moraes. 

"O Supremo começa a ser renovado. Essas uma ou duas pessoas têm que entender o seu lugar. E o recado de vocês, povo brasileiro, nas ruas, na próxima terça-feira, será um ultimato para essas uma ou duas pessoas", disse ele em agenda no estado de Bahia.

Militares nos protestos

Outro fator que preocupa governadores é a militarização dos protestos, que veem caravanas de policiais militares se mobilizando para os atos. As maiores associações do país de policiais e bombeiros preveem participação em peso de seus representados, mas negam apoio a possíveis rupturas institucionais e golpes de estado.

Proibidos de se manifestar politicamente como militares da ativa, alguns oficiais podem ser punidos caso sejam identificados nos protestos. Diversas representações estaduais do Ministério Público também já se manifestaram contrariamente à participação de forças de segurança nos atos políticos. 

Algumas das associações de militares, no entanto, não enxergam problema na politização de parte de seus integrantes e recomenda que aqueles que participarem devem estar sem a farda e desarmados.  

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