Manifestantes saem às ruas em atos a favor e contra governo federal

Brasília, São Paulo, Rio e Belo Horizonte registraram protestos; na capital do País, a Polícia Militar do DF usou spray de pimenta para conter bolsonaristas

Grupos se concentram em lados opostos da zona central da capital federal

Grupos se concentram em lados opostos da zona central da capital federal

RICARDO JAYME/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Manifestantes pró e contra o presidente Jair Bolsonaro saíram às ruas, neste domingo (21), em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Na capital do País, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou fazer uso de spray de pimenta para dispersar bolsonaristas que tentaram ultrapassar a barreira montada na Esplanada dos Ministérios. 

Por lá, os grupos se concentraram em lados opostos da zona central da capital federal. Como o trânsito de veículos está proibido na Esplanada desde a 0h de hoje, os trios elétricos que participaram das manifestações permaneceram em espaços situados a mais de 100 metros dos edifícios que sediam as pastas o governo.

Do lado direito do Eixo Monumental, manifestantes bolsonaristas se concentraram na área do Museu Nacional da República. Do lado esquerdo, manifestantes contrários ao governo ficaram na área do Teatro Nacional.

A Polícia Militar do DF fez um cordão de isolamento entre os dois lados do Eixo Monumental, para garantir que os grupos não se encontrassem durante os protestos deste domingo. 

Ao contrário do ocorreu no último domingo (14) não houve proibição para a circulação de pedestres ao longo dos ministérios. Os manifestantes dos dois lados, no entanto, não tiveram acesso às áreas que circundam o Congresso Nacional, o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Palácio do Planalto - todos situados na Praça dos Três Poderes.

São Paulo

Na Roosvelt, manifestantes pediram o impeachment de Jair Bolsonaro

Na Roosvelt, manifestantes pediram o impeachment de Jair Bolsonaro

LEO ORESTES/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Atos a favor e contra o governo Bolsonaro também aconteceram em São Paulo. Um grupo de simpatizantes ao governo se reuniu na Avenida Paulista, região central, a partir das 14h. Outro, contra, na Praça Roosevelt, na Bela Vista. 

Na manifestação em apoio ao presidente Bolsonaro, cartazes criticavam o governador João Doria, o STF (Supremo Tribunal Federal) e o inquérito das fake news, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo informações da Polícia Militar, o protesto reuniu cerca de 200 pessoas. 

Já na Praça Roosevelt, protestantes criticavam a forma como o presidente tem conduzido as ações contra a covid-19, que já matou quase 50 mil pessoas no Brasil, e também pediram a saída dele da Presidência da República. Profissionais de Saúde também participaram do protesto. 

Os atos aconteceram em locais diferentes porque na sexta-feira (19) uma liminar proibiu que movimentos façam manifestações simultânenas na Paulista. A proibição se aplica para este domingo (21) e também para os dias seguintes. A decisão é do juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

Rio de Janeiro

Apoiadores do governo Bolsonaro se reuniram no Posto 5

Apoiadores do governo Bolsonaro se reuniram no Posto 5

IVAN SAMPAIO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro se reuniram durante a tarde no posto 5, na praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, para uma manifestação de apoio ao governo.

Bolsonaro esteve no Rio mais cedo, acompanhando o velório de um paraquedista morto durante treinamento, e havia a expectativa de que ele participasse do ato, mas o presidente voltou a Brasília antes da manifestação.

Entre as faixas e cartazes havia frases contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e contra os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, manifestantes contrários e favoráveis ao governo também se reuniram em locais diferentes. Na praça da Bandeira, movimentos de torcidas de futebol reuniram-se em meio a cartazes de "Fora, Bolsonaro".

O grupo de apoiadores do presidente se reuniu na praça do Papa, numa carreata rumo à praça da Liberdade. Havia cartazes pedindo a saída do prefeito de BH, Alexandre Kalil (PSB), favorável às medidas de isolamento.