CPI da Covid

Brasil Membros da CPI da Covid criticam pronunciamento de Bolsonaro

Membros da CPI da Covid criticam pronunciamento de Bolsonaro

Em nota, parte da comissão diz que declarações do presidente chegam com atraso de 432 dias e a morte de 470 mil brasileiros

  • Brasil | Do R7

Senadores Randolfe Rodrigues, Omar Aziz e Renan Calheiros assinam nota pública

Senadores Randolfe Rodrigues, Omar Aziz e Renan Calheiros assinam nota pública

Jefferson Rudy/Agência Senado - 02.06.2021

Integrantes da CPI da Covid, incluindo os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL), respectivamente presidente e relator da comissão, divulgaram nota pública na noite desta quarta-feira (2), após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em rede nacional. Durante cinco minutos, o presidente destacou as ações tomadas pelo governo para o enfrentamento da pandemia e para a retomada da economia. Sob pressão, Bolsonaro afirmou que toda a população será vacinada em 2021.

"A inflexão do Presidente da República celebrando vacinas contra a covid-19 vem com um atraso fatal e doloroso. O Brasil esperava esse tom em 24 de março de 2020, quando inaugurou-se o negacionismo minimizando a doença, qualificando-a de 'gripezinha'", diz a nota. "Um atraso de 432 dias e a morte de quase 470 mil brasileiros, desumano e indefensável."

Segundo a nota divulgada pela CPI, a fala de Bolsonaro deveria ter sido materializada na aceitação das vacinas do Butantan e da Pfizer no meio do ano passado, "quando o governo deixou de comprar 130 milhões de doses, suficientes para metade da população brasileira". "Optou-se por desqualificar vacinas, sabotar a ciência, estimular aglomerações, conspirar contra o isolamento e prescrever medicamentos ineficazes para a covid-19."

Para os senadores que assinam a nota, a reação Bolsonaro "é consequência do trabalho desta CPI e da pressão da sociedade brasileira que ocupou as ruas contra o obscurantismo. Embora sinalize com recuo no negacionismo, esse reposicionamento vem tarde demais. A CPI volta a lamentar a perda de tantas vidas e dores que poderiam ter sido evitadas". 

Além de Omar Aziz e Renan Calheiros, assinam a nota os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Braga (MDB-AM), todos titulares da comissão. Entre os suplentes, Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Rogério Carvalho (PT-SE).

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