Coronavírus

Brasil Mesmo após posição da Anvisa, Bolsonaro insiste na cloroquina

Mesmo após posição da Anvisa, Bolsonaro insiste na cloroquina

Ele também voltou a colocar em dúvida a eficácia da Coronavac, vacina produzida pela farmacêutica Sinovac e o Instituto Butantan

  • Brasil | Do R7, com Agência Estado

Resumindo a Notícia

  • Bolsonaro voltou a defender o tratamento precoce contra a covid-19
  • A fala está em desacordo com a Anvisa, órgão ligado ao governo federal
  • Presidente sugere desde o início da pandemia o uso precoce da hidroxicloroquina
  • Chefe do Executivo colocou em dúvida a eficácia da coronavac, aprovada neste domingo
Bolsonaro fala a apoiadores em frente ao Alvorada

Bolsonaro fala a apoiadores em frente ao Alvorada

Divulgação/YouTube

Mesmo após membros da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) refutarem a existência de tratamento precoce contra a covid-19, o presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a defender nesta segunda-feira (18) o tratamento preventivo da doença.

Em post, Bolsonaro defende tratamento precoce contra a covid

O presidente sugere desde o início da pandemia o uso precoce do remédio hidroxicloroquina. Também são utilizados como remédios profiláticos ou na fase inicial da doença os medicamentos azitromicina e ivermectina.

Ele também voltou a colocar em dúvida a eficácia da Coronavac, vacina produzida pela farmacêutica Sinovac e o Instituto Butantan. O imunizante apresentou eficácia geral de 50,38%.

"Não desisto do tratamento precoce, não desisto. A vacina é para quem não pegou ainda. Essa vacina tem 50% de eficácia, ou seja, se jogar uma moedinha pra cima, é 50% de eficácia", disse o presidente da República para apoiadores no período da manhã na saída do Palácio da Alvorada.

O vídeo da interação foi divulgado pelo filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), no aplicativo Telegram. Não fica claro, contudo, se o presidente diz "não desisto" ou se diz aos apoiadores "não desistam".

O chefe do Executivo ressaltou ainda que os efeitos colaterais da Coronavac ainda são desconhecidos por ser "algo experimental".

A Anvisa, contudo, ao aprovar o uso emergencial da vacina no domingo, afirmou que há dados robustos sobre a sua segurança e que o imunizante não apresentou reações adversas graves durante seu desenvolvimento.

"No que depender de mim a vacina não será obrigatória. É uma vacina emergencial, 50% de eficácia, algo que ninguém sabe ainda se teremos efeitos colaterais ou não", afirmou Bolsonaro.

Membros da diretoria colegiada da Anvisa e servidores destacaram ontem a ausência de alternativas terapêuticas contra a covid-19 e defenderam no domingo a ciência e a segurança das vacinas.

'A vacina é do Brasil, não é de nenhum governador'

Em guerra com João Doria (PSDB), seu inimigo declarado e potencial adversário político às eleições presidenciais de 2022, Bolsonaro afirmou, na mesma conversa com apoiadores em frente ao Alvorada, que a CoronaVac é uma vacina do Brasil, não do governador paulista.

"Apesar da vacina. Apesar, não, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] aprovou não tem o que discutir mais...", afirmou o presidente. "Está liberada a aplicação no Brasil. A vacina é do Brasil, não é de nenhum governador, não, é do Brasil."

Na conversa com seus fãs, Bolsonaro também voltou a dizer que os problemas vistos no Amazonas são culpa do governo estadual, não do federal. "Enviamos bilhões aos Estados", observou o presidente.

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