Novo Coronavírus

Brasil Ministério da Saúde suspende uso da vacina de Oxford em grávidas

Ministério da Saúde suspende uso da vacina de Oxford em grávidas

Pasta seguiu orientação da Anvisa mas alertou que risco de morte por covid-19 é muito maior do que o de reações à vacina

  • Brasil | Gabriel Croquer, do R7

Resumindo a Notícia

  • Suspensão veio após morte de grávida imunizada com a vacina de Oxford
  • Caso ainda está investigação, para descobrir possível relação com o imunizante
  • Pasta alertou, porém, que risco de morte por covid-19 é muito maior que o de eventos adversos
  • Grávidas e puérperas com comorbidades devem continuar se vacinando com Coronavac ou Pfizer
Vacinação com doses da Coronavac e Pfizer deve ser mantida em gestantes com comorbidades

Vacinação com doses da Coronavac e Pfizer deve ser mantida em gestantes com comorbidades

Rob Engelaar / EFE - EPA - 6.4.2021

O ministério da Saúde suspendeu nesta terça-feira (11) a imunização de gestantes e puérperas com a vacina da Oxford/FioCruz, para investigação de possíveis eventos adversos nestas mulheres após a aplicação das doses. A pasta também orientou que a vacinação de pessoas neste grupo que não tenham comorbidades também seja suspensa, independentemente da vacina a ser aplicada.

Para gestantes e puérperas com comorbidades, a vacinação com as doses da Coronavac e da Pfizer deve ser mantida. Os especialistas que participaram da coletiva de imprensa para o anúncio, porém, enfatizaram que o risco da covid-19 é muito maior do que o de eventos adversos com a vacina da Oxford. 

Segundo a coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunização), Franciele Francinato, enquanto a proporção de ocorrências de trombose e AVC após a aplicação da vacina está em 1 caso a cada 100 mil, o número de óbitos em grávidas pela covid-19 é de 20 por 100 mil.

O anúncio da suspensão ocorreu após a notificação da morte de uma mulher grávida, no Rio de Janeiro, poucos dias depois de se vacinar com as doses da Oxford. Por este motivo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também pediu pela suspensão da vacina em gestantes

"É uma cautela que o Programa Nacional de Imunizações têm até o fechamento do caso. Podem ocorrer eventos adversos raros que não foram identificados no estudos de fase 3. Mas já foi descrito e é um evento extremamente raro. É importante que se vacine porque o risco de óbito por covid é muito maior", explicou a coordenadora.

A morte da mulher de 35 anos ainda está sob investigação das autoridades sanitárias, para definir se as complicações têm relação com o produto. Nas horas seguintes à morte da gestante no Rio e a orientação da Anvisa, mais de vinte e um estados do Brasil já tinham suspendido a vacinação do grupo com doses da Oxford.

A vacinação de gestantes não está prevista na bula do imunizante da AstraZeneca, mas o Ministério da Saúde decidiu incluir o grupo entre as prioridades para imunização devido ao número elevado de mortes de gestantes nos últimos meses.

Após o efeito adverso e a suspensão, a pasta vai detalhar as novas orientações nos próximos dias para as gestantes que já foram vacinadas com a primeira dose.

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