Ministro do STF manda PF periciar vídeo de reunião ministerial

Celso de Mello quer saber se houve edição ou modificação na gravação em que supostamente Bolsonaro e Moro discutiram mudanças na corporação

Celso de Mellos quer checar a autenticidade do vídeo

Celso de Mellos quer checar a autenticidade do vídeo

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) atendeu a pedido da PF (Polícia Federal) e determinou uma perícia no vídeo com a gravação da reunião ministerial do dia 22 de abril.

Neste encontro, supostamente, o presidente Jair Bolsonaro teria sugerido uma mudança na superintendência da PF no Rio de Janeiro, conforme afirmou ex-ministro Sérgio Moro. A prática poderia ser interpretada como uma interferência política na corporação.

No despacho, assinado na noite da última segunda-feira (11) e divulgado nesta quarta-feira (13), Celso de Mello diz que o objetivo é "constatar-se a sua autenticidade e integridade, em ordem a verificar a ausência, ou não, de eventual edição, modificação, seleção de fragmentos ou, até mesmo, supressão de passagens relevantes dos registros audiovisuais."

Mesmo que o pedido tenha sido feito na noite de segunda-feira, Celso de Mello mandou manter a exibição do vídeo a Sergio Moro, à PGR (Procuradoria-Geral da República) e à AGU (Advocacia-Geral da União) na terça-feira de manhã, como ocorreu.  

O ministro do STF também mandou a PF fazer a "degravação integral do HD externo", que é a transcrição de tudo o que foi falado no vídeo. Nesta etapa, Mello mandou manter o sigilo integral do conteúdo, "até que sobrevenha decisão minha definindo se haverá, ou não, divulgação, total ou parcial, do teor dos registros audiovisuais existentes em tal mídia."