Operação Lava Jato

Brasil Moro afirma não reconhecer autenticidade de mensagens

Moro afirma não reconhecer autenticidade de mensagens

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, suspendeu sigilo de diálogos que seriam do ex-juiz com integrantes da Lava Jato 

Agência Estado - Política
O ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro

Ueslei Marcelino/Reuters - 24.04.2020

O ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro afirmou nesta segunda (1º), em nota oficial, não reconhecer a autenticidade das mensagens que teriam sido trocadas entre ele e procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. A nota é em resposta à decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a suspensão do sigilo das conversas.

De acordo com Moro, as mensagens, se verdadeiras, teriam sido obtidas "por meios criminosos". As mensagens, que tratavam de processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram divulgadas pelo site "The Intercept", em 2019. Moro foi o juiz responsável pela operação que levou o petista à prisão.

Segundo a nota, Moro diz que "interações entre juízes, procuradores e advogados são comuns, não havendo nada de ilícito". O ex-juiz federal afirmou que todos os processos julgados na Lava Jato foram decididos com correção e imparcialidade. "Nenhuma das supostas mensagens retrata fraude processual, incriminação indevida de algum inocente, antecipação de julgamento, qualquer ato ilegal ou reprovável ou mesmo conluio para incriminar alguém ou para qualquer finalidade ilegal", diz o comunicado de Moro.

As mensagens foram obtidas na Operação Spoofing, que prendeu em 2019 pessoas suspeitas de hackear e invadir aplicativos de conversa utilizados pelo ex-juiz e integrantes da força-tarefa.

Lewandowski já havia concedido à Lula, na semana passada, acesso integral às mensagens apreendidas. A defesa do ex-presidente vem pedindo que a Justiça determine a suspeição de Moro nos julgamentos realizados por ele e que condenaram Lula, alegando que o ex-juiz atuou de forma ilegal buscando aquele resultado e com finalidades políticas. A acusação sempre foi negada por Moro.

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