Operação Lava Jato
Brasil Moro diz que campanha contra Lava Jato "beira o ridículo"

Moro diz que campanha contra Lava Jato "beira o ridículo"

Afirmação faz referência a reportagens de site que publicou mensagens vazadas do ministro com outras autoridades envolvidas na operação

Moro

Moro diz que é defensor da liberdade de imprensa

Moro diz que é defensor da liberdade de imprensa

Isaac Amorim/MJSP - 09.07.2019

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta terça-feira (16) em seu Twitter que a campanha contra a Lava Jato "beira o ridículo". 

A publicação de Moro faz referência a série de reportagens publicadas pelo site "The Intercept Brasil", que está divulgando supostas mensagens de Moro com procuradores da operação Lava Jato

Moro diz que defende a liberdade de imprensa, mas que "convém um pouco de reflexão para não se desmoralizarem".

O último vazamento foi feito nesta terça, pela colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo. Segundo a publicação, procurador Deltan Dallagnol teria pedido passagem e hospedagem no parque aquático Beach Park, em Fortaleza (CE), para ele, a mulher e os dois filhos, em troca de dar uma palestra sobre combate à corrupção na Fiec (Federação das Indústrias do Ceará), em julho de 2017.

As mensagens mostram ainda que Dallagnol teria, também, cobrado cachê de cerca de R$ 30 mil pela participação no evento. 

Nesta segunda-feira (15), o blogueiro Reinaldo Azevedo publicou que Dallagnol teria pedido a Moro a liberação de R$ 38 mil para um vídeo contra a corrupção, pelas 10 medidas propostas pelo governo. 

O dinheiro sairia dos cofres da 13º Vara Federal de Curitiba. Segundo a troca de mensagens, Moro teria dito que se a quantia fosse esta, achava que seria possível. 

O primeiro vazamento aconteceu no dia 9 de junho deste ano. Moro foi à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados e do Senado prestar esclarecimentos sobre o assunto. 

Moro afirma que não reconhece a autenticidade dos diálogos. 

O presidente Jair Bolsonaro se manifestou no dia 21 de junho deste ano e  afirmou que Moro é "patrimônio nacional". Bolsonaro também colocou em dúvida os conteúdos divulgados, dizendo que "ninguém tem certeza da fidelidade do que está publicado".