Moro vai assistir à exibição de vídeo de reunião ministerial na sede da PF

Procurador-Geral da República, Advogado-Geral da União e um juiz auxiliar do ministro do STF Celso de Mello também vão assistir ao material

Moro terá companhia do procurador-geral da República

Moro terá companhia do procurador-geral da República

Joédson Alves/EFE – 24.04.2020

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro vai assistir, na manhã desta terça-feira (12), ao vídeo da reunião ministerial ocorrida no Palácio do Planalto em 22 de abril. Moro indicou, em depoimento, esse encontro como uma das provas das acusações contra o presidente Jair Bolsonaro por suposta interferência política na PF (Polícia Federal).

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A exibição vai acontecer no Instituto de Criminalística da Polícia Federal, na asa sul, em Brasília. Também vão acompanhar o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, o Advogado-Geral da União, José Levi, e Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho, juiz federal auxiliar do ministro do STF Celso de Mello.

Vídeo é de reunião de ministro no Palácio do Planalto em 22 de abril

Vídeo é de reunião de ministro no Palácio do Planalto em 22 de abril

Marcos Corrêa/PR 22.04.2020

Os participantes da exibição poderão assistir ao vídeo uma única vez e devem manter o sigilo do conteúdo, até que ele seja suspenso pelo ministro Celso de Mello. Em caso de vazamentos, poderão ser processados.

O vídeo que será exibido está armazenado em um disco rígido externo, lacrado em um envelope, e contém a íntegra da gravação da reunião ministerial ocorrida no Palácio do Planalto em 22 de abril, entregue na última sexta-feira (8) pela Presidência da República no STF.

No vídeo em questão, Moro alega que teria sido ameaçado pelo presidente Jair Bolsonaro. Ainda de acordo com Moro, o presidente teria dito no encontro que iria "interferir em todos os ministérios" e que iria demiti-lo caso não concordasse com a troca no comando da Polícia Federal.

O ex-ministro Moro alega ainda que, no vídeo, agora em posse de Celso de Mello, há o registro de um desentendimento entre os ministros da Economia, Paulo Guedes, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.