Brasil Mourão defende que servidor só ganhe aumento por desempenho

Mourão defende que servidor só ganhe aumento por desempenho

Um dia após governo entregar texto da reforma administrativa, vice defende medidas que permitam crescimento em empresas e órgãos públicos

  • Brasil | Do R7

Mourão acredita em aprovação até o meio de 2021

Mourão acredita em aprovação até o meio de 2021

Antonio Cruz/Agência Brasil - 09.03.2020

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, mostrou apoio nesta sexta-feira (4) às sugestões do governo federal contidas no texto de reforma administrativa, entregue ontem ao Congresso. 

Para o vice, é essencial que o funcionário público inicie sua carreira sabendo que pode crescer na empresa e passe a ganhar mais de acordo com o seu desempenho no trabalho.

"Todo mundo entrar no serviço público com um salário menor e a partir daí haver uma avaliação de desempenho, meritocrático, de modo que ele vá sendo promovido por merecimento e não por decurso de prazo, como ocorre hoje", defendeu.

Ele também gostou da flexibilização da contratação de servidores. "Um dos pontos principais dessa reforma é exatamente aquele de você ter uma liberdade maior de contratação, não ter que ficar com o funcionário até o final da vida da pessoa. Vai depender das necessidades do governo. Você vai ter a capacidade de remanejar gente de um ponto para outro, independente da função que ele ocupa." 

Mourão acredita ser difícil a aprovação da reforma neste ano, mas aposta que no máximo até a metade de 2021 o Congresso deve analisar tanto a reforma administrativa quanto a tributária.

Leia mais: Reforma administrativa deixa de fora parlamentares e juízes

"Olha, pelo que eu tenho ouvido falar da disposição dos parlamentares, as duas vão avançar. Agora, se vão ser votadas até o final deste ano aí é outra coisa, né? Eu julgo que talvez só no primeiro semestre do ano que vem isso efetivamente esteja votado e aprovado."

O general da reserva do Exército preferiu não dar opinião sobre a dificuldade de comunicação entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o ministro da Economia, Paulo Guedes. "Eu não sei como é que foi que aconteceu isso daí. Eu vi a notícia agora de manhã, né? Então não posso comentar nada que eu não conheça em profundidade, tá? Seria inapropriado da minha parte", esquivou-se.

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