Mourão diz que Sales se precipitou e atribui corte ao auxílio emergencial

O vice-presidente, que preside o Conselho da Amazônia, afirmou que as ações de combate ao desmatamento e queimadas vão continuar

O vice-presidente Hamilton Mourão, que disse que houve precipitação

O vice-presidente Hamilton Mourão, que disse que houve precipitação

Andre Borges/EFE - 15.07.2020

O vice-presidente Hamilton Mourão, que preside o Conselho da Amazônia, disse nesta sexta-feira (28) que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se precipitou e que as ações de combate ao desmatamento e queimadas vão continunar. Ele atribuiu o bloqueio de verbas para o pagamento do auxílio-emergencial de R$ 600, que o governo estuda prorrogar até o fim do ano com um valor menor.

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"Precipitação do ministro Ricardo Salles. O que é que tá acontecendo? O governo está buscando recursos para poder pagar o auxílio emergencial. É isso que estou chegando à conclusão. Então está tirando recursos de todos os ministérios. Cada ministério oferece aquilo que pode oferecer, né?", afirmou ele, em entrevista no Planalto.

Conforme nota do Ministério do Meio Ambiente, foram bloqueados $ 20,972 milhões do Ibama e R$ 39,787 milhões do ICMBio. O corte no total de R$ 60 milhões, segundo a pasta, foi informado pelo assessor especial do Ministério da Economia Esteves Colnago, mas atribuído a uma decisão da Secretaria de Governo e da Casa Civil da Presidência da República. Trata-se de decisão política, portanto, e que expõe um racha entre Salles e os militares que atuam no Palácio do Planalto.

Esse corte se soma à redução de outros R$ 120 milhões já previstos para 2021 para o orçamento na área de meio ambiente.

O Ministério do Meio Ambiente havia anunciado na tarde desta sexta-feira que,  por causa de bloqueios financeiros para o Ibama e ICMBio (Instituto Chico Mendes, serão interrompidas todas as operações de combate ao desmatamento ilegal nas duas regiões e também no restante do país.