Brasil MPF denuncia suspeitos de ataques a agentes penitenciários em RO

MPF denuncia suspeitos de ataques a agentes penitenciários em RO

Sete pessoas teriam participado de tentativa de homicídio a mando da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital)

MPF denuncia supostos membros do PCC

MPF denuncia supostos membros do PCC

Divulgação / MPF

O MPF (Ministério Público Federal) denunciou sete pessoas supostamente envolvidas em ua tentativa de homicídio contra um agente penitenciário federal de Porto Velho, em Rondônia, em junho do ano passado. Dos acusados, seis foram presos em abril, na Operação Ônix, e um está foragido.

Outras três pessoas que teriam participação na tentativa de homicídio supostamente orquestrada pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) já haviando sido presas em flagrante.

Segundo o MPF, a ação criminosa aconteceu no nairro Cuniã, em Porto Velho. "Um delegado da Polícia Civil ouviu disparos de arma de fogo, acionou a Polícia Militar e perseguiu um veículo suspeito. Na sequência houve a prisão em flagrante de Matheus Gustavo Silva, Jefferson Cleiton Silva e Aurilene Correia. Eles haviam planejado e tentado matar um rapaz que acreditavam ser um agente penitenciário federal", informa o Ministério Público Federal.

Ainda de acordo com o MPF, um dos presos em flagrante afirmou que o trio estava em uma missão dada pelo PCC, que tinha como objetivo matar pelo menos um entre quatro agentes penitenciários federais de uma lista com nomes e fotos

"Com o objetivo de atrair a vítima para a realização do homicídio, os denunciados criaram um perfil falso de uma mulher em uma rede social. Érica Abadias era a responsável por manter conversas e administrar o perfil, além de atrair o rapaz para frente de uma casa onde pretendiam matá-lo", apontam as investigações.

O perfil falso, então marcou um encontro com a vítima e, quando o rapaz  foi ao local marcado, foi surpreendido por disparos de arma de fogo em sua direção. Segundo as investigações, os tiros partiram de dois carros, mas ele não chegou a ser atingido.

Somente depois da prisão que foi descoberto que a vítima não era um agente penitenciário federal.

Com a análise dos celulares apreendidos, as investigações identificaram outros envolvidos no crime e houve a deflagração da Operação Ônix, em abril deste ano.

Segundo o MPF, Marcelo de Almeida era um dos principais integrantes do PCC no estado, foi um dos principais articuladores do plano e era o elo entre Rondônia e o grupo sediado no Paraná.

Já a suspeita Érica foi apontada como figura central dentro da organização criminosa, foi a responsável pela aproximação e escolha da vítima, além de estar em um dos carros no momento do ataque.

Enquanto Daniel Silva veio do Paraná até Rondônia para organizar o crime, um dos responsáveis diretos pela execução do plano. Nélio Filho também era um dos principais envolvidos na organização criminosa.

As investigações indicaram ainda que Dijon Cruz forneceu armas e coletes balísticos para o grupo e mantinha contato direto com Matheus no dia da ação. Indeomar Pereira prestou apoio para o aluguel do imóvel onde o grupo planejou o ataque, assim como Márcia Oliveira, esposa de Indeomar.

No imóvel alugado pelo grupo foram apreendidas munições, chips e celulares quebrados, capas de coletes balísticos e um pedaço de papelão onde constavam as placas de veículos pertencentes a agentes penitenciários federais de Porto Velho.

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