Julgamento de Lula no TRF4
Brasil MPF diz que Justiça será feita se Lula for condenado ou absolvido

MPF diz que Justiça será feita se Lula for condenado ou absolvido

Procurador afirma que dizer que processo é "político" é uma ofensa para a Justiça brasileira

MPF diz que Justiça será feita se Lula for condenado ou absolvido

Lula foi condenado em primeira instância por Moro

Lula foi condenado em primeira instância por Moro

Paulo Whitaker/Reuters - 23.01.2018

O procurador do MPF (Ministério Público Federal) Maurício Gotardo Gerum afirmou na manhã desta quarta-feira (24), durante o julgamento do recurso de Luiz Inácio Lula da Silva no TRF4, que a Justiça será feita tanto se o ex-presidente for condenado quanto se for absolvido. 

— Se Lula for absolvido, a Justiça será feita. Se for condenado, a Justiça também será feita. Não há Justiça fora da ordem constitucional. 

Ao fazer uma retrospectiva histórica do processo, Gerum disse que a defesa não conseguiu derrubar, com provas, a argumentação da acusação.

— Lamentavelmente, Lula se corrompeu.

Gerum também criticou o discurso de que o processo contra Lula é "político". 

— Uma tropa de choque foi criada para a perpetuação de um projeto político pessoal. Mais fácil dizer que não há provas para a condenação, que o julgamento é político. 

O procurador afirma que alegar que o julgamento contra Lula é "político" é "desrespeito", citando pessoas que foram vítimas em processos onde houve algum tipo de perseguição. 

— Não é só ignorância de histórica, é desrespeito. 

O ex-presidente Lula tem seu recurso julgado hoje após ser condenado a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, por supostamente receber da empreiteira OAS um apartamento triplex no litoral paulista em troca de contratos junto a Petrobras.

Além de Lula, recorreram contra a sentença o ex-presidente da OAS, José Aldemario Pinheiro Filho (condenado em primeira instância a 10 anos e 8 meses), o ex-diretor da área internacional da OAS, Agenor Franklin Magalhães Medeiros (condenado a 6 anos), e o ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, absolvido em primeira instância, mas que requer troca dos fundamentos da sentença. O Ministério Público Federal recorreu contra a absolvição em primeira instância de três executivos da OAS: Paulo Roberto Valente Gordilho, Roberto Moreira Ferreira e Fábio Hori Yonamine.

Assista ao julgamento ao vivo: