Brasil Múcio toma posse no TCU e diz que tribunal vai liderar pelo exemplo

Múcio toma posse no TCU e diz que tribunal vai liderar pelo exemplo

Como vice-presidente, tomou posse a ministra Ana Arraes, que acumulará a função de corregedora do TCU

Posso TCU

José Múcio tomou posse na presença de presidentes dos Três Poderes da República

José Múcio tomou posse na presença de presidentes dos Três Poderes da República

Antonio Cruz/Agência Brasil

Em defesa de uma gestão transparente, adaptada aos novos tempos e que sirva de exemplo, o ministro José Múcio Monteiro assumiu nesta terça-feira (11) a presidência do TCU (Tribunal de Contas da União). Como vice-presidente, tomou posse a ministra Ana Arraes, que acumulará a função de corregedora do TCU.

“Projetamos uma ampliação das relações institucionais da Corte com os principais atores da República. A gestão se pautará pela proatividade, transparência no relacionamento com as instituições, com setores estratégicos e com sociedade organizada”, disse Múcio.

Ele adiantou que o combate a corrupção será um dos pilares de sua gestão. “Temos que ser uma instituição que lidere pelo exemplo. Vamos dar exemplo, vamos arregaçar as mangas, vamos trabalhar juntos e fazer diferença”, afirmou o ministro, em tom de convocação.

José Múcio disse que não quer que o TCU quer ser visto apenas como o órgão julgador que aponta o erro do gestor e sanciona a conduta irregular ou ilegal. "Temos observado também as boas práticas na gestão pública. Devemos enaltecer as condutas que merecem ser replicadas pelo país.”

Ele destacou ainda que é preciso contribuir para minimizar o que chamou de “injustiças do pacto federativo” com vistas a uma distribuição mais equitativa das riquezas nacionais. “Afinal o tribunal que integramos não é um tribunal do Sul, ou um tribunal do Sudeste, ou tribunal de qualquer outra região, ou de parte do país. É hora, mais do que nunca, de reafirmarmos de ser um tribunal de todo o país.”

Assistiram à cerimônia no TCU os presidentes dos Três Poderes da República: Michel Temer (Executivo), Eunício Oliveira (Legislativo), e Dias Toffoli (Judiciário) e por ministros de Estado, vários governadores em exercício e reeleitos, além de presidentes de tribunais superiores, parlamentares, políticos e dos futuros ministros do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, da Economia, e Sergio Moro, da Justiça.

Pelo regimento do TCU, o mandato do presidente é de um ano, com possibilidade de ser reeleito por igual período.