Operação Lava Jato
Brasil Na prisão, presidente da Odebrecht pede que e-mails sejam excluídos

Na prisão, presidente da Odebrecht pede que e-mails sejam excluídos

Recado foi interceptado pela Polícia Federal antes de chegar ao advogado do empresário

Na prisão, presidente da Odebrecht pede para apagarem e-mails

Em carta interceptada pela PF, o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, pede: "Destruir e-mail sondas" (sic)

Em carta interceptada pela PF, o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, pede: "Destruir e-mail sondas" (sic)

Reprodução/Polícia Federal

A PF (Polícia Federal) apreendeu nesta segunda-feira (23) um recado enviado pelo presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, antes que ele chegasse às mãos de seu advogado.

Na mensagem, o empresário, preso na última sexta-feira (19), pedia para que os e-mails fossem excluídos.

Segundo reportagem publicada pelo site do jornal O Estado de S.Paulo, o bilhete enviado pelo acusado de participar no esquema de corrupção continha a mensagem ‘destruir e-mail sondas’. A interceptação do recado já teria sido comunicada à Justiça Federal.

A PF acredita que uma das provas que podem incriminar o empresário é uma troca de e-mails entre funcionários da empreiteira.

Marcelo Odebrecht foi preso na Lava Jato

Marcelo Odebrecht foi preso na Lava Jato

Enrique Castro-Mendivil/01.05.2013/Reuters

O jornal informa que um e-mail de 2001 faz referência à colocação de sobrepreço de US$ 25 mil por dia em contrato de afretamento e operação de sondas.

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Batizada de Operação Erga Omnes, a 14ª fase da Lava Jato, que prendeu Marcelo Odebrecht, cumpriu 59 mandados judiciais em quatro Estados do País, 38 mandados de busca e apreensão, nove mandados de condução coercitiva, oito mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária.

Presidente da Odebrecht ficou "completamente chocado" com prisão

Em depoimento após a prisão, Marcelo afirmou que o Grupo Odebrecht "nunca recebeu privilégios da administração pública direta e indireta, no que se incluem a Petrobras e suas subsidiárias".

O esquema

As empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez tratavam as regras do funcionamento dos cartéis de licitação de grandes obras com regras de futebol, segundo informações que estão no mandado de busca e apreensão às empresas.

O documento detalha uma das tabelas produzida com as preferências das empreiteiras sobre a distribuição das obras da Petrobras no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).

Na ocasião, o nome das empreiteiras era identificado por siglas e trazia anotações com as preferências de cada uma delas.