CPI da Covid

Brasil Não comprei e não fomentei o uso de hidroxicloroquina, diz Pazuello

Não comprei e não fomentei o uso de hidroxicloroquina, diz Pazuello

Ex-ministro também comentou que não haveria como calcular se há impacto provocado pela defesa de Bolsonaro do remédio

Agência Estado
Pazuello considerou também que decisão do STF restringiu ações do governo

Pazuello considerou também que decisão do STF restringiu ações do governo

Edilson Rodrigues/Agência Senado - 20.05.2021

Em depoimento à CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello voltou a dizer que nunca comprou hidroxicloroquina enquanto estava como titular da pasta. "Não comprei um grama, não fomentei o uso, distribuí o que me foi pedido. Para mim é uma grande discussão médica", afirmou.

O ex-ministro ainda respondeu que não haveria como calcular se há impacto provocado pelas falas do presidente Jair Bolsonaro sobre o uso do medicamento em pacientes com covid. "Ele coloca sempre, na grande maioria das vezes, com a prescrição do médico, tem um grau aí de prisma na coisa", disse Pazuello, segundo quem as ações do presidente "não mudaram" sua posição na pasta. "Na minha visão, as ações dele não mudaram minha posição, não fiz e não faria e não deixei de fazer", alegou.

STF

Pazuello também  voltou a dizer atribuiu a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) o fato de "muitos" itens do plano nacional de contingência de covid-19 não terem sido implantados pelo governo federal.

"Plano estratégico, muito longo, já estava discutido, muitas coisas não foram implantadas pela própria posição de que as decisões seriam de estados e municípios. O plano foi feito com ministro Mandetta", disse Pazuello.

Ontem, no início do depoimento, o ex-ministro afirmou que o entendimento do STF sobre a autonomia de estados e municípios para executar as medidas necessárias para conter o avanço do coronavírus limitou a atuação do Executivo federal. Ao falar hoje à CPI, Pazuello voltou a fazer comentários parecidos.

A decisão do STF, porém, não retirou da União a responsabilidade pelas ações de combate à pandemia. O que o plenário da Corte decidiu é que União, estados, Distrito Federal e municípios têm competência concorrente na área da saúde pública para realizar ações de mitigação dos impactos do novo coronavírus.

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