'Não vamos bater palmas para ações terroristas', afirma general Heleno

Em entrevista ao Jornal da Record, chefe do GSI defendeu posição do governo Bolsonaro em meio à crise no Oriente Médio

"Bolsonaro sempre foi contra o terrorismo", diz Heleno

"Bolsonaro sempre foi contra o terrorismo", diz Heleno

Reprodução/Record TV

O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, defendeu nesta quinta-feira (9), em entrevista exclusiva ao Jornal da Record, a posição do presidente Jair Bolsonaro em relação à crise no Oriente Médio e afirmou que "o Brasil nunca foi neutro em relação ao terrorismo".

"O presidente Bolsonaro sempre foi radicalmente contra o terrorismo. Isso está dentro do que ele pensa. Tenho a impressão de que os reflexos já foram neutralizados, se é que poderiam acontecer", analisou o chefe do GSI.

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Para Heleno, a posição do governo Bolsonaro não está relacionada com o apoio aos Estados Unidos. "Foi uma nota de combate ao terrorismo, que é um dos preceitos da Constituição brasileira", garantiu o general.

Questionado sobre a possibilidade de enfraquecer a relação comercial com o Irã após o posicionamento de Bolsonaro, Heleno destacou que a balança comercial entre os dois países é "muito positiva'.

"Temos uma balança comercial muito positiva com o Irã. Não queremos perder a oportunidade de manter essa relação comercial, mas não vamos bater palmas para ações terroristas de nenhum dos nossos parceiros", afirmou.

Davos

Ao comentar a decisão de Bolsonaro de não comparecer ao Fórum Econômico Mundial, a ser realizado na cidade de Davos, na Suíça, Heleno disse que a segurança não foi o principal critério utilizado para o cancelamento da viagem.

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"Risco de segurança do presidente sempre tem. O presidente é sempre um alvo altamente compensador, principalmente o presidente Bolsonaro. Qualquer coisa que aconteça com Bolsonaro que o afaste do cargo mais relevante do país, muda totalmente a política nacional, a econômica nacional”, avaliou o chefe da GSI.

"Ele é um alvo altamente compensador, principalmente para uma parcela bem pequena da população que, infelizmente, até torça por isso”, completou Heleno, chefe do órgão responsável pela segurança do presidente.