Brasil 'Nunca houve ameaça', afirma Braga Netto sobre voto impresso

'Nunca houve ameaça', afirma Braga Netto sobre voto impresso

Fala do ministro surge após suposta ameaça contra o presidente da Câmara e desfile de tanques militares na Esplanada

  • Brasil | Do R7

"Não enviei ameaça alguma", diz Braga Netto

"Não enviei ameaça alguma", diz Braga Netto

Marcello Casal Jr. /Agência Brasil

O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, garantiu nesta terça-feira (17), durante audiência conjunta na Câmara dos Deputados, que "nunca enviou ameaça" para tentar intimidar parlamentares pela aprovação do voto impresso nas eleições.

A primeira acusação contra Braga Netto sobre o tema surgiu após uma suposta ameaça ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de não haver eleição em 2022 caso não fosse aprovada a proposta. "Não enviei ameaça alguma. Não me comunico com presidente dos Poderes por interlocutores”, disse ele.

Ao comentar sobre a desfile de tanques militares na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no dia da votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para tratar o voto impresso, o ministro reafirmou que o ato não teve a intenção de ameaçar os demais Poderes. Segundo ele, a manifestação foi planejada com meses de antecedência. 

"Tratou-se de um ato formal para a entrega de um convite ao presidente da República, ao ministro da Defesa e aos comandantes das Forças Armadas”, disse, em referência ao convite para a tradicional exercício das Forças Armadas na cidade de Formosa, interior de Goiás.

De acordo com Braga Netto, a ação teve a intenção de assegurar o prepara do campo de fuzileiros como força estratégica e envolveu mais de 2.500 militares da Marinha, Exército e Aeronáutica. Ele ressaltou que o evento foi também planejado previamente e criticou as menifestações que insistiram na narrativa de ameaça.

“As Forças Armadas, sempre atentas à conjuntura, acreditam na democracia, respeito à Constituição e aos Poderes constituídos. Reverenciam a liberdade do cidadão brasileiro, estando sempre pronta para a cooperação institucional”, completou.

O ministro foi convidado para comparecer à Câmara para prestar esclarecimentos sobre nota oficial assinada por ele e pelos comandantes das Forças Armadas, publicada em 7 de julho, para repudiar declarações do senador Omar Aziz (PSD-AM) sobre a conduta de alguns militares envolvidos em casos suspeitos de corrupção no governo federal.

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