Reforma da Previdência
Brasil Oposição negocia redução do tempo mínimo de contribuição de homens

Oposição negocia redução do tempo mínimo de contribuição de homens

Líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ) disse que está sendo negociado redução de 20 para 15 anos o tempo mínimo de contribuição

Líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ)

Líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ)

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados - 16.04.2019

Líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ) disse na tarde desta quinta-feira, 11, que está sendo negociado com o governo e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um destaque que reduz de 20 para 15 anos o tempo mínimo de contribuição para homens. Para as mulheres, o texto atual já traz o período de 15 anos.

Segundo ele, Maia e o líder da Maioria, Aguinaldo Ribeiro, se sensibilizaram com a questão, porque, de acordo com Molon, o tempo mínimo de contribuição em 20 anos é o ponto que mais afeta pessoas de baixa renda. O parlamentar também afirmou que o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, foi chamado para ouvir a proposta, e que a equipe econômica fará os cálculos do impacto da medida.

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"Estão analisando a possibilidade de aceitar esse destaque do PSB, alterando também o cálculo", observou Molon. Na proposta atual, com 20 anos de contribuição, o benefício será de 60% da média salarial de contribuição, subindo dois pontos porcentuais para cada ano a mais de trabalho. Para amenizar o impacto econômico, a sugestão dada pela oposição foi de que essa escalada seja de 1,6 ponto por ano, e não de dois. Questionado logo após a declaração de Molon, Marinho não se manifestou sobre o ponto.

Já o líder do MDB, Baleia Rossi, afirmou a jornalistas que estão sendo avaliados no momento os impactos de algumas das mudanças propostas, mas destacou que, se a perda econômica for grande, não será feito acordo. Baleia também avaliou que é possível hoje o plenário analisar os destaques, votando o segundo turno na sexta. O líder do MDB disse também que está "praticamente fechado" o acordo relativo aos destaques dos policiais, mulheres e professores.