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Brasil País ainda tem 557 pontos de protesto de caminhoneiros

País ainda tem 557 pontos de protesto de caminhoneiros

Ministro Eliseu Padilha disse ainda que "infiltrados políticos" dificultam desmantelar manifestações em determinadas estradas

Paralisação

Protestos foram reduzidos, diz governo

Protestos foram reduzidos, diz governo

Romildo de Jesus/Futura Press/Estadão Conteúdo

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que ainda restavam 557 pontos de protestos de caminhoneiros em rodovias brasileiras na manhã desta segunda-feira (28). 

"Nós estamos naturalmente esperando que esse movimento de retomada da atividade acelere no curso do dia de hoje e amanhã para que a gente possa caminhar no rumo da normalização do abastecimento", afirmou o ministro, destacando que foram encerrados 728 pontos de manifestação.

Na noite de sábado, o governo afirmou que eram registrados 566 pontos de bloqueio em estradas. 

"Bloqueios praticamente não há, o que há são concentrações", acrescentou o general Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional.

Padilha ainda falou que há "infiltrados" com "objetivos políticos", que dificultam o fim das manifestações.

"Nosso serviço de inteligência está trabalhando isso para ver que a infiltração não seja preponderante a ponto de obstruir a retomada imediata a atividade", disse, destacando que a Polícia Rodoviária Federal vai retirar os infiltrados políticos das manifestações. 

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, falou que o resultado do acordo firmado com os representantes dos caminhoneiros começou a ser transmitido para a categoria.

Ontem à noite, o presidente Michel Temer anunciou o congelamento do preço do diesel por 60 dias e um plano que vai compensar eventuais reajustes da Petrobras. 

A União irá extinguir a Cide (R$ 0,05 por litro) e reduzir a PIS/Cofins (R$ 0,11 por litro), além de bancar R$ 0,30 por litro com recursos do orçamento, a um custo total de R$ 9,5 bilhões, fora os R$ 4 bilhões de redução dos tributos. 

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que pode haver aumento de outros impostos para compensar a redução de tributos sobre o diesel.