Brasil Paulo Marinho chega para depor no Ministério Público do Rio de Janeiro

Paulo Marinho chega para depor no Ministério Público do Rio de Janeiro

Ontem, empresário conversou, por mais de 5 horas, com delegados da Polícia Federal e não deu detalhes à imprensa na saída. Hoje, Marinho repetiu gesto

  • Brasil | Do R7

Marinho depôs por 5h ontem na Polícia Federal

Marinho depôs por 5h ontem na Polícia Federal

Helio Melo/FramePhoto/Folhapress – 20.05.2020 

O empresário Paulo Marinho chegou por volta das 13h40, desta quinta-feira (21), para depor na sede do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro. Assim como ocorreu ontem na PF (Polícia Federal), onde também depôs, Marinho evitou conversar com a imprensa.

"Disse ontem e vou repetir agora que estou proibido, por conta da recomendação da PF, de fazer qualquer declaração do depoimento de ontem, porque acham que pode atrapalhar. Eu sou o maior interessado de que essa investigação siga", afirmou.

Em seguida, disse, porém, que apresentou ontem "novos elementos à minha entrevista [para a Folha de S.Paulo]. Esses elementos estão na PF e acrescentando outros aqui no Ministério Público. Vou pedir a paciência para que esperem. E a gente conversa na volta", disse.

Depoimento à PF

Ontem à tarde, Marinho, que é suplente do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), passou 5 horas na sede da superintendência da Polícia Federal, onde o MPF também estava representado. 

À PF, Marinho levou papéis que podem ser considerados provas de que as acusações que fez contra Flávio são verdadeiras. No Twitter, ele afirmou que o conteúdo do que apresentou dialoga com o que o ex-ministro Sergio Moro disse ao sair do governo de Jair Bolsonaro.

Em entrevista à "Folha de S.Paulo", publicada no último domingo, Marinho afirmou que um delegado teria se encontrado na porta da superintendência da PF - a mesma em que foi depor ontem - com interlocutores do então deputado estadual e hoje senador para informar que a operação Furna da Onça seria atrasada, a fim de não prejudicar a família Bolsonaro em meio ao período eleitoral de 2018.

Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro, em entrevista à Record TV, questionou a legitimidade da denúncia de Marinho. "Se esse empresário fez uma afirmação, ele não deveria fazê-la em uma entrevista jornalística. Se ele entende que houve um ilícito, por que ele não foi à época dos fatos e comunicou às autoridades?"

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