Operação Lava Jato
Brasil Paulo Preto ainda exerce influência na Dersa, afirma Lava Jato

Paulo Preto ainda exerce influência na Dersa, afirma Lava Jato

Homem forte de Serra responde pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público nas obras do Rodoanel) e formação de quadrilha

Paulo Preto ainda tem influência na Dersa

Paulo Preto ainda exerce influência sobre a Dersa

Paulo Preto ainda exerce influência sobre a Dersa

Sérgio Lima/Folhapress - 29.08.2012

Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, ainda exerce influência sobre a empresa estadual. De acordo com integrantes da Força Tarefa da Lava Jato em São Paulo, em entrevista nesta quinta-feira (14) após a audiência judicial para depoimento de três das testemunhas de acusação, o ex-diretor da Dersa confirmou o envolvimento durante sua audiência.

"Isso ele próprio fez questão de dizer na primeira audiência de custódia. Que tinha contato com a Dersa até hoje e que ele recebeu, de secretárias lá de dentro da Dersa, a documentação relativa ao processo (a auditoria realizada pela companhia, uma das principais provas do processo). Ele próprio fez questão de demonstrar que exerce influência e um domínio sobre todos os fatos", afirmou a procuradora da República Anamara Osório Silva, integrante da Força Tarefa da Lava Jato em São Paulo.

No processo, Preto e mais quatro pessoas respondem pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público nas obras do Rodoanel) e formação de quadrilha.

Ainda de acordo com integrantes da Força Tarefa, o relacionamento com a Dersa foi um dos motivos para a segunda prisão de Preto. Porém, a ordem de prisão foi suspensa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

A Força Tarefa também destacou que os depoimentos confirmaram a denúncia. As testemunhas confirmaram que indenizações foram pagas em dinheiro, dificultando, assim, a fiscalização pelo poder público.

"Eles tinham ordem da Justiça para retirar as pessoas (de áreas vizinhas a canteiros de obras do Rodoanel). Eles só não retiraram as pessoas, como pagaram e pagaram um valor muito maior que o que já tinha sido pago para outros invasores... foram pagos até R$ 10 mil em dinheiro", declarou a procuradora da República Ana Cristina Bandeira Lins.

Segundo a procuradora regional da República Janice Ascari, que integra a Força Tarefa, uma testemunha da empresa Diagonal, contratada pelo consórcio do Rodoanel para tratar do pagamento de indenizações a pessoas removidas pelas obras, avisou superiores sobre as irregularidades e foi repreendida: "ela recebeu ordem para realizar os pagamentos. Ordens diretas de Paulo Vieira de Souza para a empresa"