CPI da Covid

Brasil Pazuello diz à PGR que Bolsonaro investigou compra da Covaxin

Pazuello diz à PGR que Bolsonaro investigou compra da Covaxin

Segundo senador governista, secretário da Saúde não teria encontrado indícios de corrupção na compra da vacina indiana

  • Brasil | Gabriel Croquer, do R7, e Clébio Cavagnolle, da Record TV

Pazuello saiu do Ministério da Saúde pouco depois da assinatura de contrato pela Covaxin

Pazuello saiu do Ministério da Saúde pouco depois da assinatura de contrato pela Covaxin

Edilson Rodrigues/Agência Senado - 20.05.2021

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou à PGR (Procuradoria-Geral da República) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu investigação interna no ministério após tomar conhecimento de denúncia de superfaturamento e corrupção na compra da vacina indiana Covaxin contra a covid-19.

A informação foi lida pelo líder do governo Bolsonaro do Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), durante a sessão da CPI da Covid, que inquiriu o empresário Carlos Wizard nesta quarta-feira (30). O documento com manifestação de Pazuello foi enviado à PGR após senadores oposicionistas da CPI entrarem com notícia-crime contra o governo federal no STF (Supremo Tribunal Federal, devido às denúncias da Covaxin. 

"General Pazuello determinou que o então Secretário Executivo Elcio Franco realizasse uma averiguação prévia sobre alegados indícios de irregularidades e ilicitudes, ele que foi responsável pela negociação, contratação e aquisição de todas as vacinas pelo Ministério da Saúde. Após a devida conferência, foi verificado que não existiam irregularidades contratuais", leu Bezerra.

No documento, obtido pela Record TV, Pazuello pede ainda para que o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, investigue os senadores que protocolara a notícia-crime contra Bolsonaro, por abuso de autoridade.

O suposto esquema da Covaxin foi revelado após denúncia do servidor do Ministério da Saúde Ricardo Miranda, que foi reiterado pelo seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF)

Em resposta, o ministro-chefe da Secretaria-Geral, Onyx Lorenzoni, e assessor especial da Casa Civil Elcio Franco convocaram pronunciamento, onde acusaram os irmãos de forjar os documentos

Em depoimento à CPI da Covid, o deputado e o servidor rebateram a acusação e mostraram as notas fiscais que poderiam provar a denúncia. Os senadores governistas afirmaram então que os documentos foram corrigidos logo depois dos primeiros erros.

Agora, a versão do líder do governo, Fernando Bezerra, foi de que Bolsonaro foi alertado pelos irmãos Miranda no dia 20 de março, e que teria pedido investigação interna do caso. O presidente, porém, já negou durante uma live que tenha sido informado pelo deputado de problemas no contrato

Junto a outros integrantes do governo, Bolsonaro também nega as denúncias e afirma que a gestão ainda não "pagou um centavo" pelas doses da Covaxin. 

Nesta terça-feira (29), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, suspendeu o contrato pelo imunizante, seguindo parecer da CGU (Controladoria Geral da União). "Diante da denúncia, em questão da transparência e boa gestão, o governo suspendeu para averiguações", afirmou o ministro. 

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