Novo Coronavírus

Brasil Pazuello diz a prefeitos que vai alterar a estratégia de vacinação

Pazuello diz a prefeitos que vai alterar a estratégia de vacinação

Frente Nacional de Prefeitos disse aguardar 4,7 milhões de novas vacinas a partir da próxima quarta-feira (24)

  • Brasil | Do R7

Pazuello garantiu "todos leitos necessários"

Pazuello garantiu "todos leitos necessários"

Tony Winston/MS - 21.01.2021

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta sexta-feira (19), em reunião com prefeitos, que vai alterar a estratégia de vacinação contra a covid-19 no Brasil. A fala surge após inúmeros municípios interromperem a vacinação pela falta de imunizantes

De acordo com a FNP (Frente Nacional de Prefeitos), 4,7 milhões de novas vacinas são aguardadas a partir da próxima quarta-feira (24) para a imunização de 4,7 milhões de brasileiros. 

Pazuello também garantiu para os prefeitos presentes no encontro que “todos os leitos necessários, habilitados e usados serão pagos" pelo governo federal. "Ninguém vai ficar com leito sem poder usar e sem receber pelo uso”, escreveu a FNP nas redes sociais.

Cobrado pelo ex-prefeito de Campinas e presidente da FNP, Jonas Donizette (PSB), o ministro da Saúde garantiu que fará uma adaptação no PNI (Plano Nacional de Imunização) para incluir profissionais de ensino no grupo prioritário "o mais rápido possível, muito provavelmente até março".

Os prefeitos de Salvador (BA), Bruno Reis (DEM), de Curitiba (PR), Rafael Greca (DEM), e de Cuiabá (MS), Emanuel Pinheiro (MDB), aproveitaram o encontro para manifestar o interesse na aquisição das vacinas pelos municípios. Eles, no entanto, afirmam que precisam de apoio para colocar o plano em prática.

Ontem (18), em reunião com governadores, Pazuello anunciou que serão distribuídas mais de 230,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 aos Estados até julho. Ele avalia que a quantidade é "suficiente para dar tranquilidade de proteção à população contra essa doença”.

“Faço um apelo, não queremos disputar com o governo federal, mas seria importante permitir que Estados e municípios pudessem comprar para garantir a imunização”, pediu Reis. Segundo ele, Salvador já consegui fechar uma carta de crédito para comprar os imunizantes, mas a aquisição foi barrada "porque a embaixada colocou óbice".

Últimas