Novo Coronavírus

Brasil Pazuello sugere vacinação com apenas uma dose de imunizante

Pazuello sugere vacinação com apenas uma dose de imunizante

Ministro da Saúde afirmou que vacina desenvolvida em Oxford garante eficácia de 71% mesmo se não for tomada duas vezes

  • Brasil | Do R7

Resumindo a Notícia

  • Ministro da Saúde disse que brasileiros poderão ser imunizados com apenas uma dose
  • Eficácia da vacina de Oxford chega a 71% com uma aplicação e a mais de 90% com duas doses
  • Uso de apenas uma fração permite frear a contaminação, de acordo com Eduardo Pazuello
  • Brasil já tem contratos para receber 354 milhões de doses de imunizantes contra a covid-19
Pazuello fez questão de falar usando a máscara

Pazuello fez questão de falar usando a máscara

Youtube / Reprodução

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, defendeu nesta segunda-feira (11) a aplicação de uma única dose da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford como estratégia para aumentar o número de imunizados contra a covid-19 no país.

Segundo o ministro, a eficácia da aplicação de uma dose já garante a taxa necessária para reduzir sensivelmente as infecções pelo novo coronavírus no Brasil. "Com duas doses, você vai a mais de 90% [de eficácia], com uma você vai a 71%", disse.

"Talvez, o foco agora seja não na imunidade completa e, sim, na redução da contaminação, e aí a pandemia diminui muito", esclareceu. Ele complementou citando que a segunda dose pode ser aplicada futuramente, caso necessário.

No evento em Manaus, marcado para apresentar a estratégia de enfrentamento da covid-19 no Amazonas, Pazuello fez questão de falar usando a máscara, "para dar o exemplo". "Apesar de dificultar um pouco a dicção, peço desculpas por isso", declarou.

Ele também elogiou a imprensa. Disse que ela tem papel fundamental na divulgação das informações sobre a doença e afirmou que não se pode ter indiferença em relação às vítimas da pandemia.

O titular da Saúde voltou a declarar que o Brasil já tem contratos para receber 354 milhões de doses de vacinas. "Não é sinalizado, não é memorando de entendimento, é contratado. É empenho, liquidação e pagamento", assegurou. 

Pazuello contou que as 210 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca começam a ser produzidas no Brasil pela Fiocruz no final de janeiro.

"Sempre foi esse o plano, mas estamos fechando a importação de 2 milhões de doses, igual ao Butantan fez. Estão vindo da fábrica da AstraZeneca na Índia, onde já tem autorização de uso emergencial. Pode facilitar, mas não resolve. E a Índia tem que deixar sair as doses", detalhou. 

Ele espera uma solução para o impasse com a Índia nos próximos dez dias.

Além de falar do imunizante de Oxford, o ministro comentou que há uma boa relação da pasta com o Instituto Butantan, responsável por fabricar no país a vacina CoronaVac. O órgão paulista, assim como fez a Fiocruz, entrou com um pedido na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso emergencial de sua vacina na sexta-feira (8). 

"O Butantan, autarquia de Estado, já produz 75% das vacinas que o Ministério da Saúde distribui. Somos o único cliente deles nessa quantidade e nunca deixamos de ter relação", observou Pazuello. 

E complementou afirmando que a fase 3 da vacina chinesa e brasileira foi financiada "por intermédio do Ministério da Saúde". "Nunca deixamos de trabalhar tecnicamente com o Butantan", garantiu.

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