Operação Lava Jato

Brasil Pedido do Psol para excluir deputados suspeitos da CPI da Petrobras é rejeitado

Pedido do Psol para excluir deputados suspeitos da CPI da Petrobras é rejeitado

Parlamentares que receberam doações de empreiteiras investigadas permanecem na comissão

  • Brasil | Do R7

Deputado Ivan Valente teve pedido negado nesta quinta-feira (26)

Deputado Ivan Valente teve pedido negado nesta quinta-feira (26)

Roosewelt Pinheiro/27.out.2009/Abr

O presidente da sessão de instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), indeferiu a questão de ordem apresentada pelo deputado Ivan Valente (Psol-SP), que pediu o afastamento dos membros da comissão que receberam doações de campanha de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Arnaldo Faria de Sá, que preside a sessão por ser o mais velho entre os integrantes, argumentou que nenhum dos deputados se apresentou para a CPI por vontade própria, mas foram indicados pelos partidos.

A questão de ordem foi apresentada logo no início da sessão. Valente defendeu que deputados que receberam recursos dessas empresas se declarassem impedidos de participar das investigações. Ele citou suspeitas do Ministério Público de que doações de campanha possam ter origem em recursos ilícitos.

Presente na sessão, o líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), afirmou que o afastamento desses deputados seria necessário para garantir a isenção da CPI.

— É evidente que quem recebeu financiamento dessas empresas tende a ficar tolhido na sua independência como parlamentar.

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A medida foi apoiada pelo líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), mas recebeu críticas de outros partidos. O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), afirmou que a questão de ordem era “ uma tentativa de tumultuar o começo dos trabalhos”.

— Todos aqui tiveram suas campanhas financiadas. Os parlamentares foram diplomados porque tiveram suas contas de campanha aprovadas. Não podemos transformar um ato legal em ilegal.

O Psol recorreu da decisão de Arnaldo Faria de Sá à própria CPI. O recurso será analisado após a eleição do presidente.

Eleição

Neste momento, os deputados votam para eleger o presidente da CPI. Concorrem o deputado Hugo Motta (PMDB-PB), indicado pelo PMDB, e o deputado Ivan Valente, que lançou sua candidatura pelo Psol. A eleição é secreta e o eleito deve ter maioria absoluta dos votos dos 27 membros titulares — ou seja, 14 votos.

Arnaldo Faria de Sá informou que todos os requerimentos dos deputados, incluindo os pedidos de convocação, só serão recebidos a partir de segunda-feira (2) pela comissão.

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