CPI da Covid

Brasil Pesquisador associa gargalo em dados a recorde de casos por covid

Pesquisador associa gargalo em dados a recorde de casos por covid

À CPI da Covid, epidemiologista Pedro Hallal afirmou que dados represados do Rio Grande do Norte podem ter gerado o recorde

Média móvel de casos está em 77.328 , próxima a do pior momento da pandemia em março

Média móvel de casos está em 77.328 , próxima a do pior momento da pandemia em março

Jefferson Rudy/Agência Senado - 24.06.2021

O epidemiologista Pedro Hallal, da Ufpel (Universidade Federal de Pelotas), afirmou à CPI da Covid que o recorde histórico de 115.228 casos registrados na terça-feira (23), pode ter sido causado pelo represamento de dados no Rio Grande do Norte.  

"O maior número de casos registrado ontem talvez não seja tão diferente dos dias anteriores, apenas com a inclusão desses novos dados que estavam represados. Isso já aconteceu inúmeras vezes na pandemia", cogitou. 

Ele, porém, não descartou a possibilidade do recorde de casos estar atrelado com uma piora da pandemia a nível nacional. Após o recorde desta terça, a média de móvel (taxa semanal que elimina variações típicas do registro de dados) de casos atual está em 77.328 casos por dia, em níveis que se mantém próximos ao do pior momento da pandemia até agora, em março em abril.

Foi neste período em que o país passou de média móvel  de 100 mil casos de covid. Na epóca o país chegava ao auge da segunda onda da pandemia, pouco antes da doença registrar seu recorde mensal de vítimas no mês de abril.

O país contabiliza atualmente 507.109 óbitos e 18.169.881 pessoas que já foram diagnosticadas com a doença. 

Segundo o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), a taxa de letalidade do coronavírus no Brasil é de 2,8% e a taxa de mortalidade por cada 100 mil habitantes é de 241,3. A média móvel de óbitos nos últimos 7 dias é de 1.917; a média móvel de novos casos é de 77.328, com alta expressiva em relação a ontem, que foi de 74.490.

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