PF faz operação no Congresso Nacional e prende quatro

Detidos são policiais legislativos suspeitos de atrapalhar as investigações da Lava Jato

PF faz operação no Congresso Nacional e prende quatro

PF fez operação dentro do Senado Federal nesta sexta-feira (21)

PF fez operação dentro do Senado Federal nesta sexta-feira (21)

José Cruz/21.10.2016/Agência Brasil

A PF (Polícia Federal) cumpre nesta sexta-feira (21) mandados judiciais da Operação Métis no Congresso Nacional e prendeu quatro policiais legislativos, suspeitos de trabalhar para atrapalhar as investigações da Lava Jato.

Os mandados foram expedidos pela 10º Vara Federal do Distrito Federal. A ação foi solicitada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

O diretor da Polícia do Senado, Pedro Carvalho Oliveira, foi obrigado a depor (condução coercitiva). Oliveira e alguns subordinados foram flagrados pelo setor de contrainteligência da polícia para ajudar senadores investigados na Lava Jato.

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Há provas de que Carvalho liderava o grupo com a finalidade de atrapalhar as ações da PF contra senadores e ex-senadores suspeitos. 

Em uma determinada ocasião, segundo a PF, o chefe da Polícia do Senado ordenou a prática de atos de intimidação à PF no cumprimento de mandado expedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em apartamento funcional de senador.

Carvalho é homem de confiança do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) que, segundo sua assessoria, encontra-se em Maceió nesta sexta-feira.

Informações preliminares indicam que os policiais colaboraram com os senadores suspeitos ao retirar escutas instaladas nas residências dos parlamentares com autorização da Justiça.

Ao todo, a PF informou que nove mandados judiciais estão em andamento, todos em Brasília (DF), sendo quatro de prisão temporária e cinco de busca e apreensão, um deles nas dependências da Polícia do Senado. 

Os suspeitos vão responder por crimes como associação criminosa armada, corrupção e obstrução à investigação de infração penal que envolva organização criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 14 anos e seis meses de prisão, além de multa.

A Justiça Federal determinou a suspensão do exercício da função pública dos policiais do Senado envolvidos.

A Operação Métis é uma referência à Deusa da proteção, com a capacidade de antever acontecimentos.