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Brasil PF pede prisão e governo pode multar caminhoneiros parados

PF pede prisão e governo pode multar caminhoneiros parados

Bloqueio de rodovias federais e estaduais segue pelo sexto dia consecutivo neste sábado (26). Governo pede trégua da paralisação para a categoria

PF pede prisão e governo pode multar caminhoneiros parados

Caminhões parados na BR-381, próximo à refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG)

Caminhões parados na BR-381, próximo à refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG)

Ramon Bittencourt / Estadão Conteúdo / 26.05.2018

A PF (Polícia Federal) já possui pedidos de prisão para empresários suspeitos de incentivarem a paralisação de caminhoneiros, que segue pelo sexto dia consecutivo neste sábado (26). Segundo o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, o governo também vai começar a aplicar multas às transportadoras no valor de R$ 100 mil por hora parada.

A PF investiga empresários por suposta prática de locaute, quando eles incentivam e contribuem para a paralisação de seus empregados. Nesse caso, a greve é liderada por patrões, com o intuito de receber benefícios para o setor.

"A PF já tem inquéritos abertos para investigar essas suspeitas. E os empresários suspeitos serão intimados. Rogério Galloro diretor-geral da PF também nos informou que já existem pedidos de prisão. Estão aguardando manifestação da Justiça", completou o ministro.

Além de locaute, a PF apura suspeitas de associação para prática de crimes contra a organização do trabalho e a segurança dos meios de transporte e outros serviços públicos.

Questionado sobre mais informações, o ministro disse que não poderia dar mais detalhes.

Multas a caminhoneiros

Em coletiva de imprensa em Brasília após se reunir com Temer e outros ministros pela manhã, Marun informou que o governo vai começar a multar os caminhoneiros que estiverem parados em rodovias estaduais e federais. O ministro disse que a maior preocupação é em relação a caminhões que estejam transportando insumos da área da saúde.

O ministro disse que o presidente da República, Michel Temer (PMDB), "ficou chocado e preocupado com a possibilidade da perda de vidas humanas". Por isso, lembrou a decisão judicial em que está autorizado o uso das Forças Armadas para garantir o desbloqueio de rodovias.

Marun pediu trégua à paralisação dos caminhoneiros uma vez que o acordo feito entre governo e a categoria é "vantajoso". O ministro disse também que a crise será resolvida no momento em que os caminhoneiros voltarem a transportar as mercadorias necessárias. "Cumprem a sua missão e o dever de abastecer a população brasileira", disse.

Em relação a eventuais alternativas para a continuidade dos serviços que dependem do transporte, Marun informou que pode utilizar motoristas que prestam serviços em outros órgãos e também há a possibilidade de contratar motoristas. “Mas esse não é o objetivo nem a solução. O objetivo é que os trabalhadores voltem a trabalhar e produzir."