PGR pede divulgação parcial de vídeo para evitar uso eleitoral

Augusto Aras afirma que divulgar íntegra do vídeo da reunião vai  virar "arsenal de uso político, pré-eleitoral (2022), de instabilidade pública"

Parecer é sobre reunião ministerial feita em 22 de abril no Palácio do Planalto

Parecer é sobre reunião ministerial feita em 22 de abril no Palácio do Planalto

Marcos Corrêa/PR 22.04.2020

A PGR (Procuradoria Geral da República) protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (14) um parecer em que defende que o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril seja divulgado parcialmente, nos mesmos moldes da sugestão feita pela AGU (Advocacia-Geral da União), já os advogados de Sérgio Moro no processo, por outro lado, defendem a publicação integral do vídeo.

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"A divulgação integral do conteúdo o converteria, de instrumento
técnico e legal de busca da reconstrução histórica de fatos, em arsenal de uso
político, pré-eleitoral (2022), de instabilidade pública e de proliferação de
querelas e de pretexto para investigações genéricas sobre pessoas, falas,
opiniões e modos de expressão totalmente diversas do objeto das
investigações", escreveu o procurador-geral da República, Augusto Aras.

Com estas alegações, Aras defende que  deve "se levantar o sigilo apenas das falas do Presidente da República que digam respeito ao objeto deste inquérito, notadamente as que tratam da atuação da Polícia Federal, da "segurança", do Ministério da Justiça, da Agência Brasileira de Inteligência e da alegada falta de informações de inteligência das agências públicas".

AGU, Moro e a PGR (Procuradoria Geral da República) assistiram ao vídeo em conjunto na última terça-feira (12) e não puderam realizar gravações deste material, e a transcrição dele ainda não havia sido liberada pela PF.