Brasil PGR reafirma apoio a Lava Jato, mas cobra “isenção” de procuradores

PGR reafirma apoio a Lava Jato, mas cobra “isenção” de procuradores

Na segunda-feira (12), Raquel Dodge prorrogou por mais um ano a atuação da Lava Jato no Paraná. Dodge destacou que o trabalho precisa se basear nas leis

Raquel Dodge falou sobre a importância da isenção e da imparcialidade do MP

Raquel Dodge falou sobre a importância da isenção e da imparcialidade do MP

Isac Nóbrega/Agência Brasil 26.02.2019

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, frisou nesta terça-feira (13) a importância da isenção e da imparcialidade do Ministério Público, assegurada pela Constituição, e reafirmou seu apoio à Operação Lava Jato, mas cobrou que todos os procuradores expressem “nos atos e nas palavras” a independência da instituição.

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“A independência do MP (Ministério Público) está assegurada na Constituição e nas leis. Mas precisa ser vivida nos atos e nas palavras de cada membro da instituição, sabendo que o que faz ou deixa de fazer é capaz de refletir sobre todos e todas”.

Ao destacar o ofício que publicou na segunda-feira (12) prorrogando por mais um ano a atuação da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, Dodge afirmou que o trabalho de todos os membros do MP precisa se basear nas leis.

“A Procuradoria-Geral da República apoia a atuação institucional de todos os seus membros, para o cumprimento da missão. Mas igualmente exige que o desempenho da atuação institucional se dê inteiramente dentro dos marcos da legalidade”, disse Raquel Dodge.

Ela afirmou que um dos principais deveres da PGR (Procuradoria-Geral da República) é “lembrar que a Justiça resulta do devido processo legal”, o qual prevê a participação da defesa em todos os momentos, incluindo na fase de investigação, e também o respeito à atuação independente dos juízes.

“A Justiça resulta de um devido processo legal justo, com garantia de efetiva participação dos advogados, em todas as fases do processo, inclusive na fase de investigação. Com respeito ao judiciário, e zelo pelo dever de isenção, imparcialidade, independência dos magistrados, que são, sempre, a garantia das garantias constitucionais”.