Brasil PIX foi usado em 9 de 10 transferências no 1º semestre

PIX foi usado em 9 de 10 transferências no 1º semestre

Enquanto as transações por pela modalidade totalizaram 2,3 bilhões, as feitas por TED somaram 209,84 milhões, aponta BC

  • Brasil | Alexandre Garcia e Márcia Rodrigues, do R7

Usuários do sistema bancário fizeram mais PIX do que TED no 1º semestre de 2021

Usuários do sistema bancário fizeram mais PIX do que TED no 1º semestre de 2021

Reprodução/ Record TV

As transferências via PIX superaram as realizadas por TEDs no primeiro semestre de 2021, segundo estatística feita pelo Banco Central.

Enquanto as transações por PIX totalizaram 2,3 bilhões, as por TED somaram 209,84 milhões, ou seja, foram quase 1.000% maiores do que os TEDs realizados no período.

Por outro lado, quando se fala em valores, os volumes feitos via TED continuam superando os feitos por PIX.

No primeiro semestre do ano, as transferências feitas por TED totalizaram R$ 13,03 trilhões, enquanto as realizadas por PIX R$ 1,50 trilhão.

O que é?

O Pix é sistema de pagamento equivalente a uma TED ou Doc.

A diferença principal é que as transferências são finalizadas em, no máximo, dez segundos e estão disponíveis diariamente, 24 horas, incluindo sábados, domingos e feriados.

A identificação dos usuários é feita por meio de chaves cadastradas previamente, às quais podem ser um número de celular, CPF, e-mail ou combinação aleatória, no caso de pessoas físicas.

Novas funcionalidades

O Banco Central anunciou nesta quinta-feira (2) que os usuários que tenham conta bancária e PIX cadastrados poderão efetuar dois novos serviços com a modalidade: PIX saque e PIX troco.

O correntista poderá sacar até R$ 500 durante o dia e até R$ 100 à noite (das 20 horas às 6 horas). Os serviços estarão disponíveis a partir de 29 de novembro.

O uso do serviço será totalmente gratuito para o cliente final pessoa física até oito operações por mês.

Poderão oferecer os serviços: estabelecimentos comerciais como padarias, supermercados, entre outros; redes de ATMs compartilhados; e participantes do PIX, por meio de seus ATMs próprios.

Para ter acesso aos recursos em espécie, basta que o cliente faça um Pix para o agente de saque, em dinâmica similar à de um Pix normal, a partir da leitura de um QR Code mostrado ao cliente ou a partir do aplicativo do prestador do serviço.

Como será na prática?

Pix Saque: nessa transação, o usuário chega no caixa e pede para fazer um saque de R$ 100, por exemplo, usando a sua chave PIX.

Pix Troco: neste caso, o usuário compra alguma coisa no estabelecimento e pede uma quantia a mais em dinheiro físico na operação.

Por exemplo: a pessoa compra um produto de R$ 100, faz um Pix de R$ 200 e recebe R$ 100 de volta em espécie como saque de sua conta.

As novas funções do PIX não serão obrigatórias no comércio, mesmo que o estabelecimento já aceite PIX como forma de pagamento.

Quem aderir, receberá entre R$ 0,25 e R$ 0,95 por transação. O valor dependerá da negociação com a instituição de relacionamento do estabelecimento.

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