Julgamento do mensalão

Brasil Pizzolato foi preso com passaporte do irmão morto, segundo Interpol

Pizzolato foi preso com passaporte do irmão morto, segundo Interpol

Ex-diretor do Banco do Brasil estava foragido na Itália desde o último mês de novembro

  • Brasil | Do R7

Pizzolato foi preso pela polícia italiana nesta terça-feira (5) portando um passaporte que era de seu irmão

Pizzolato foi preso pela polícia italiana nesta terça-feira (5) portando um passaporte que era de seu irmão

Divulgação/Interpol

A Interpol divulgou nesta terça-feira (5) uma imagem do passaporte que foi apreendido com o ex-diretor do BB (Banco do Brasil) Henrique Pizzolatto, condenado no processo do mensalão e foragido da Justiça desde novembro de 2012.

Ele foi preso nesta quarta pela polícia italiana usando um passaporte de seu irmão Celso, que já morreu. Após a condenação pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por participação no esquema de compra de votos no Congresso, Pizzolato fugiu para a Itália.

O ex-diretor do BB deve permanecer preso na Itália e não há previsão de quando ele irá voltar para o Brasil. Segundo informações preliminares, o ex-diretor do BB deve ser levado para a corte de Bologna, já que foi preso em Maranello.

Um porta-voz da Polícia Federal confirmou a informação à agência de notícias AFP: "Podemos confirmar que ele (Pizzolato) foi detido na Itália".

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que vai tomar todas as providências para que o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, seja extraditado para o Brasil.

Cardozo confirmou que Pizzolato está preso na Itália, mas explicou que são necessários alguns trâmites burocráticos antes de fazer o pedido de extradição ao governo italiano. Mas o ministro garante que a solicitação será feita.

— Sim, vamos fazer o pedido de extradição. É nosso dever e assim faremos. Tomaremos todas as providências que forem necessárias, devidas e cabíveis ao caso, nos termos daquilo que determina a nossa Constituição e a nossa legislação.

O Ministério da Justiça aguarda ser comunicado oficialmente sobre a prisão de Pizzolato. Como o ex-diretor tem um mandado de prisão decretado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Cardozo precisa comunicar, também em caráter oficial,  o presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa. Depois disso, Barbosa pode fazer o pedido de extradição.

Condenação

Pizzolato foi condenado no processo do mensalão a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. 

Um dia depois que teve sua prisão decretada, a notícia de que Pizzolato teria fugido para a Itália foi confirmada pela Polícia Federal do Rio de Janeiro.

Naquele dia, o advogado do ex-diretor do BB, Marthius Sávio Lobato, entrou em contato com a Polícia Federal e afirmou que ao chegar à residência do réu, no Rio de Janeiro, foi informado pela família que Pizzolato, que tem dupla cidadania, teria fugido para a Itália.

Últimas