Polícia faz ação para desarticular fraudes por app de mensagens

Organização criminosa utilizada perfis falsos para pedir depósitos bancários a amigos e parentes das vítimas. Ação conta com apoio do Ministério da Justiça

Organização criava perfis falsos no WhatsApp

Organização criava perfis falsos no WhatsApp

Pixabay

A Polícia Civil de Goiás, em ação integrada com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, deflagrou a operação Data Broker nesta sexta-feira (4) com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes por aplicativo de mensagens em Goiás e Minas Gerais. 

As autoridades cumprem sete mandados de busca e apreensão em quatro endereços em Goiânia (GO) e em uma ala da Penitenciária Coronel Odenir Guimarães. Também são cumpridos dois mandados de busca e apreensão em dois endereços em Montes Claros (MG). 

De acordo com o Ministério da Justiça, os suspeitos criavam perfis falsos no WhatsApp, com imagens e nomes de médicos, dentistas, promotores de justiça e juízes. 

Estas pessoas enviavam mensagens pedindo depósitos bancários a parentes e pessoas próximas das vítimas. Segundo a pasta, "o acesso aos dados era obtido por meio da compra das informações em sites na Internet. Durante as investigações ficou demonstrada a participação de integrantes de uma organização criminosa na prática delitiva".

A operação, sob comando da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de Goiás, contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernética da Seopi/MJSP (Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública).

A juíza da Vara dos Feitos Relativos às Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais do Estado, Placinda Pires, determinou o bloqueio e a exclusão de oito sites de venda ilegal de dados.