Operação Lava Jato
Brasil Polícia Federal abre nova fase da Operação Lava Jato

Polícia Federal abre nova fase da Operação Lava Jato

Cerca de 180 agentes cumprem 36 ordens judiciais na Operação Piloto nesta terça-feira (11)

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Polícia Federal abre nova fase da Lava Jato

Polícia Federal abre nova fase da Lava Jato

Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Piloto, 53ª fase da Operação Lava Jato, nos Estados da Bahia, São Paulo e Paraná.

Cerca de 180 agentes federais cumprem 36 ordens judiciais nas cidades de Salvador (BA), São Paulo (SP), Lupianópolis (PR), Colombo (PR) e Curitiba (PR).

Em uma operação simultânea, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público do Paraná, prendeu o ex-governador Beto Richa (PSDB), candidato ao Senado, e a mulher dele, Fernanda Richa. As ordens de prisão foram expedidas pela Justiça estadual. 

Também foram presos Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete de Beto Richa no governo do Paraná; Jorge Theodócio Atherino, empresário apontado como "operador financeiro" do ex-governador; e Tiago Correia Adriano Rocha, indicado como braço-direto de Jorge, e responsável por diversas transações financeiras dos empreendimentos do executivo.

O nome da investigação remete ao codinome atribuído pelo grupo Odebrecht em seus controles de repasses de pagamentos indevidos a investigado na operação.

As condutas investigadas na operação da PF podem configurar os crimes de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

Os presos na operação serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde permanecerão à disposição da Justiça.

O R7 entrou contato com a defesa de Beto Richa, com o PSDB regional (Paraná) e com o PSDB nacional, mas ainda não obteve resposta.

Entenda o caso

A investigação da PF (Polícia Federal) e do MPF (Ministério Público Federal) apura o suposto pagamento milionário de vantagem indevidas no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, que favoreciam agentes públicos e privados do Paraná. De acordo com a Polícia Federal, os agentes direcionavam o processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada.

A apuração e a denúncia oferecida pelo MPF, a Odebrecht fez m acerto de subornos com Deonilson Roldo no primeiro semestre de 2014. O objetivo era limitar a concorrência da licitação para duplicação da rodovia PR-323, entre os municípios de Francisco Alves e Maringá. Em contrapartida, a Odebrecht pagaria R$ 4 milhões a Roldo e ao seu grupo.

Após perícia da PF no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, foram identificados cinco pagamentos das propinas, que totalizaram R$ 3,5 milhões, entre setembro e outubro de 2014. Os endereços de entrega ficavam localizados na capital paulistaPaulo, em condomínio relacionado à sogra de Jorge Atherino — "operador financeiro" de Richa.

Conforme o MPF, houve entregas em espécie de R$ 500 mil em 04/09/2014; R$ 500 em 11/09/2014; R$ 1 milhão em 18/09/2014; R$ 1 milhão em 25/09/2014; e R$ 500 milhão em 09/10/2014. Tudo isso, segundo as investigações, estava registrado no sistema de contabilidade ilícito da Odebrecht.

Discriminação dos mandados judiciais:

Salvador (BA): 01 mandado de busca e apreensão;
São Paulo (SP): 01 mandado de busca e apreensão;
Paraná (PR), Lupianópolis (PR): 02 mandados de busca e apreensão;
Colombo (PR): 01 mandado de busca e apreensão;
Curitiba (PR): 28 mandados de busca e apreensão; 02 mandados de prisão preventiva; 01 mandado de prisão temporária.