Operação Lava Jato
Brasil Polícia Federal deflagra 60ª Fase da Operação Lava Jato

Polícia Federal deflagra 60ª Fase da Operação Lava Jato

Operação Ad Infinitum apura a existência de lavagem de dinheiro envolvendo o repasse ao chamado Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht

Polícia Federal deflagra 60ª Fase da Operação Lava Jato

Polícia Federal deflagra  60ª fase da Lava Jato

Polícia Federal deflagra 60ª fase da Lava Jato

Tomaz Silva/Agência Brasil

A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta terça-feira (19), em cooperação com o Ministério Público Federal e com a Receita Federal, a 60ª fase da Operação Laja Jato, a Ad Infinitum.

A operação tem como objetivo apurar a existência de um método de lavagem de dinheiro que "envolve o repasse de quantias milionárias ao Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht", por meio da atuação de operadores financeiros, entre os anos de 2010 a 2011.

De acordo com a PF, a empresa usava o dinheiro para irrigar campanhas eleitorais e efetuar o pagamento de propina a agentes públicos e políticos aqui no Brasil.

O nome da operação se deve ao fato de o caso parecer tratar de uma repetição do modo de atuação dos integrantes da organização criminosa, remetendo a um ciclo criminoso que nunca termina. 

Na operação, 46 policiais federais cumprem 12 mandados de busca e apreensão em 10 localidades diferentes, além de um mandado de prisão preventiva, nas cidades de São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Guarujá (SP) e Ubatuba (SP). Os mandados foram expedidos pela 13ª. Vara Federal de Curitiba (PR).

O mandado de prisão é contra Paulo Preto, conhecido operador financeiro já indiciado em outras fases da Operação Lava Jato e suspeito de ter fornecido grande parte dos recursos para a empresa. 

Na nova fase da operação, também foi determinada ordem judicial de bloqueio de ativos financeiros dos investigados.

As investigações tiveram início a partir de depoimentos e colaborações colhidas dos funcionários da Odebrecht e de doleiros investigados em fase anteriores da operação.

Ainda de acordo com a investigação, entre os anos de 2010 e 2011, um dos investigados mantinha em território brasileiro cerca de R$ 100 milhões em espécie e que, ao longo desse período, conseguiu repassar ao Setor de Operações Estruturadas da empreiteira. Com isso, foi possível realizar uma caixa para financiamento de campanha eleitorais e pagamento de propina a agentes públicos.

Paulo Preto será levado para a sede da PF em São Paulo e, mais tarde, para a Superintendência do Paraná, onde será interrogado.